Pandemia na Baixada Fluminense, ou melhor, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O que escrevo não é nada científico, mas ao menos um pensamento sobre o que parece que está acontecendo de quem está dentro.
Ao que parece o Rio de Janeiro está atingindo a imunidade de rebanho, é uma das explicações para a diminuição dos casos de morte (ainda alto), mesmo assim ainda se morre muito de Covid-19 diariamente. Bom, contudo, espero que sim, que estejamos atingindo ou que já tenhamos atingindo, porque se é esse o caso agora, melhor, mas jamais, jamais devemos deixar de lembrar que podemos estar atingindo esse patamar as custas de mais de 10 mil vidas perdidas por descaso do Governo. Aqui na Baixada talvez começou uma quarentena no início, algo entre uma ou duas semanas. Agora já se passaram quase 4 meses e estamos no mínimo a 3 meses sem quarentena. Ainda me lembro do desespero que foi o início disso tudo para mim, ao ver amigos meus perderem seus parentes, vizinhos conheço uns 10 que perderam a vida, inclusive mais de uma vida da mesma família.
Vejo, leio os especialistas com todo o respeito e atenção, mas sempre dizem “como será que vai se comportar a periferia com o afrouxamento?”. Como? normal, aqui as pessoas estão acostumadas a perder a vida, a perder parentes, tudo é uma grande festa sempre, a morte aqui não fez a diferença, ela sempre esteve presente. Aqui se morre fácil, a covid não destruiu o capitalismo como diziam que aconteceria, ela o fortaleceu, a pobreza aumentou junto com as mortes. Bom, volto a dizer, não sou especialista, apenas alguém de dentro. Vamos aguardar os próximos capítulos da Pandemia no mundo, porque aqui “não tem”, aqui a Covid-19 nunca teve credibilidade.
Fiquem em casa e usem máscara quando sair, respeite o próximo.
Igor Freitas Lima fotografia Caxias Lote XV

Igor Freitas Lima

Fotógrafo e músico. Integra o Coletivo Fala e o Barracão.

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