outlet premium Caxias


A tão falada ‘crise’ que desestabiliza a economia, faz lojas fecharem e aumenta o desemprego passou longe de Duque de Caxias, onde essa semana foram inauguradas nada mais, nada menos, que uma filial de um grande atacadista e um shopping – o Outlet Premium Rio.
O visual ‘clean’ e paisagismo impecável, mas ainda com poucas lojas abertas, fez com que algumas fotos panorâmicas parecessem com maquetes. O primeiro pavimento com espelhos d’água e uma praça com chafarizes é simplesmente lindo! Porém prevejo que, em dias de calor intenso, a diversão possa se acentuar e é preciso ser prudente, sobretudo na companha de crianças. Até a crise hídrica ficou longe do projeto do shopping. De fato, algo bem ousado em tempos de racionamento.
Muito bem localizado – literalmente na esquina da Washington Luís com o Arco Metropolitano – chega a ser uma pena que não haja salas de cinema. O estacionamento é bem amplo e barato (R$ 4,00 até 4 horas) e tem até área VIP, que nada mais é que um estacionamento coberto. Esse é um ponto negativo. Segregação não é legal… Não tirei fotos, mas cabe ainda lembrar que houve uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado na manutenção da rua lateral, a antiga rua da Sadia, na Figueira, que era totalmente esburacada por conta do fluxo de caminhões e agora está um tapete.
Há lojas de marcas famosas, como a Nike, e outras nem tanto. Na maioria é “tudo pela metade do dobro”, mas é possível, sim, encontrar preços baixos. Vamos ver próximo do Natal…
Mas nem o banheiro, que tem uma visão futurista e mais espelhos que um quarto de motel, me chamou mais a atenção do que a falta de referências do município ou da região que abriga o Shopping. Nos painéis há muitas referências da capital (afinal é o Outlet Rio de Janeiro), de Niterói e até de Paraty, mas absolutamente nada de Duque de Caxias. Mas quais seriam as referências do município? A quatrocentona Igreja do Pilar, que se encontra interditada? Sequer colocaram o ‘Penico’, vulgo Teatro Raul Cortez, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Infelizmente algo previsível num município onde o patrimônio histórico e cultural é literalmente tombado, colocado abaixo para dar lugar a galpões, lojas varejistas, atacadistas e shoppings…
Resumindo, são grandes empreendimentos que trazem riqueza e geram empregos no município, mas que poderiam ter mais zelo com o patrimônio e mais a identidade da cidade. Que os movimentos culturais e sociedade civil em geral tragam essa identidade. Partiu, rolezinho!

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