Em 2016, o Rio de Janeiro receberá as Olimpíadas. Levando o papo para além das críticas sobre a forma como a Cidade Maravilhosa está sendo loteada (Eike Batista disse que será o homem mais rico do mundo em 2015) e a má gestão dos investimentos públicos nas obras, algumas coisas me inquietam. O que significa em termos simbólicos receber uma Olimpíada? O que significa para a população de uma metrópole contemporânea receber o maior evento esportivo do planeta?

É importante pensar nesse assunto. E logo. Afinal, os jogos já estão batendo na porta. Vejo muitas pessoas sem refletir sobre esse evento, sem relacioná-lo com sua vida, cidade, emprego, trânsito, cultura ou qualquer outra coisa. Fico preocupado.

Pior ainda é a prefeitura de Caxias City, um dos maiores PIBs do país, ao lado do Rio de Janeiro não pensar nisso. Será que nossos jovens vão participar desse evento? Como Duque de Caxias será representada nas Olimpíadas de 2016? Podemos aproveitar esse clima Olímpico e iniciar a construção de uma geração de atletas que possam participar dessa e de outras competições. Podemos criar uma cultura esportiva através de investimentos nos ginásios das escolas públicas, envolvimento dos estudantes, fortalecimento das competições municipais e associações esportivas da cidade. É  importante construir Vilas Olímpicas nos quatro distritos, com equipamentos adequados e profissionais qualificados. Para os atletas de destaque, a prefeitura, através de um Fundo Pró-esporte, deve pagar uma bolsa-competidor para a dedicação completa aos treinos. Ou será que a prefeitura não tem dinheiro? Depois não adianta o político safado querer tirar foto com o atleta que ganhou a medalha sem apoio nenhum.


Henrique Silveira

Henrique Silveira é geógrafo e mestre em Comunicação e Cultura pela UERJ/FEBF. É o Coordenador Executivo da Casa Fluminense.

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