Gomeia Galpão Criativo, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, propõe o percurso de oficinas e encontros dirigido a lideranças e agentes comunitários integrando cultura, comunicação e direitos humanos para o desenvolvimento territorial da cidade

Lab Pega a Visão 2

As inscrições para o Lab Pega Visão 2, em sua versão online devido aos protocolos sanitários impostos pela pandemia mundial do Covid-19, seguem abertas pelo site gomeia.com.br até a próxima quarta, dia 22. A realização, em sua segunda edição, é do Gomeia Galpão Criativo através dos recursos da Lei Aldir Blanc no âmbito do edital Retomada Cultural, pelo estado do Rio de Janeiro. 

A iniciativa conta com a parceria da APPH-Clio, a Associação de Professores e Pesquisadores de História, de Duque de Caxias. Todo o projeto tem acesso gratuito pela plataforma Zoom e algumas atividades terão sua exibição no canal do Gomeia Galpão Criativo no YouTube. 

A trilha metodológica prevê quatro eixos temáticos e, em cada um deles, uma liderança comunitária de Duque de Caxias e um oficineiro – referência naquela área – conduzirão todo o processo que será finalizado em novembro, após a apresentação e a avaliação, em coletivo, dos resultados desenvolvidos em cada segmento.

De acordo com um dos idealizadores do projeto, Eduardo Prates, “o objetivo maior dessa edição é fortalecer redes de mobilização comunitária que já existem, tocadas por lideranças significativas que vêm fazendo diferença na região”.

O primeiro encontro foi aberto ao público e aconteceu no último sábado, dia 4 de setembro, com o professor e historiador Alexandre Marques, a partir do disparador “Duque de Caxias: Um Brasil inteiro numa cidade” e também contou com a apresentação e a participação de boa parte da equipe do Lab.

As linguagens propostas em seus eixos serão assim divididos e conduzidos:

Comunicação na Cultura Urbana liderado por Lu Brasil, mestra em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas pela UERJ. Grafiteira, videomaker, agente cultural, professora de graffiti, moradora da Vila Operária, no primeiro distrito de Duque de Caxias. Como oficineira desse eixo, a iniciativa apresenta Carla Felizardo, ativista, grafiteira e integrante do coletivo AmoCrew 

Comunicação Comunitária coordenado por Osmar Paulino, geógrafo formado pela UFRJ e mestrando em Cultura e Territorialidades pela UFF. Professor da rede privada de ensino em Duque de Caxias, fundador e produtor executivo do FAIM – Festival de Artes em Imbariê. Lana Souza irá atuar como oficineira desse segmento estimulando a produção dos participantes através de sua experiência como jornalista de formação e comunicadora popular. Atualmente ela cuida da administração do Coletivo Papo Reto, que atua no Rio de Janeiro pautando direitos humanos nas favelas a partir da Comunicação e Educação. 

Livro e Leitura como Direitos conduzido por Maria do Carmo da Silva Miranda mais conhecida como “Maria Chocolate”, fundadora e mediadora de Leitura do Centro Cultural Comunitário Chocobim Biblioteca Comunitária MANNS, conselheira de Cultura de Duque de Caxias, fundadora do Bloco Embalo de Saracuruna e integrante da Rede Tecendo Uma Rede de Leitura, RNBC (Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias). Ao seu lado, o oficineiro Jessé Andarilho, escritor, roteirista, criador do projeto e da biblioteca Marginow que também acompanhará o desenvolvimento de todas as ações

Juventude, Cultura e Direitos com o acompanhamento de Wesley Teixeira: jovem, negro, evangélico e morador do Morro do Sapo. Faz parte do Perifaconnection, Coalizão Negra por Direitos e Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Esse eixo também terá a contribuição de Josinaldo Medeiros, cineasta e comunicador, criador do canal Na Favela Audiovisual.

            

Diferentemente do primeiro Lab, esse ano o projeto ganha a ênfase de ser volante – não só porque acontece online mas porque agrega em sua condução protagonistas de territórios distintos da cidade, desenvolvendo obras, ações e propostas de uma Duque de Caxias a partir de quem nela vive, ama e produz em pleno 2021. E assim, a partir da cidade, a vontade é reinventar o Brasil: o macro no micro”, aponta Dani Francisco, uma das idealizadoras do Lab 1, realizado em 2017.

O produtor Heraldo HB ressalta a importância da metodologia usada em todo o percurso, calcada em encontros e mediações que visam aprofundar diagnósticos locais e possíveis intervenções. “Ao fim do processo, a sugestão é que os grupos apresentem ações concretas para os territórios, ligadas aos eixos propostos”, diz HB.

Para Aline Oliveira, uma das produtoras do Lab 2, “a iniciativa está bastante afinada com o momento em que a Baixada Fluminense tem vivido de amadurecimento e ampliação das redes socioculturais locais”. 

O Governo Federal, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc viabilizaram o Lab Pega a Visão 2 – Ela da BF através do edital público Retomada Cultural.  

:: Programação detalhada ::

|Eixo 1|

Comunicação na Cultura Urbana

Com Lu Brasil e Carla Felizardo

16, 23 e 30 de setembro

18h às 21h

 

|Eixo 2|

Comunicação Comunitária 

Com Osmar Paulino e Lana Souza

20 e 27 de setembro, 04 de outubro

14h às 17h

 

|Eixo 3|

Livro e Leitura como Direitos

Com Maria Chocolate e Jessé Andarilho

18 de setembro 

9h às 12h

22 de setembro

14h às 17h 

02 de outubro

09 às 12h

 

|Eixo 4|

Juventude, Cultura e Direitos

Com Wesley Teixeira e Josinaldo Medeiros

29 de setembro, 06 de outubro e 08 de outubro 

14h30 as 17h30

:: Lab Pega a Visão 2 nas redes ::

https://linktr.ee/gomeiagalpaocriativo

 

:: Serviço :: 

Encontros pela plataforma Zoom com acesso inteiramente gratuito

Inscrições no site www.gomeia.com.br até 19 de setembro de 2021

Outras informações: 21 97601.6700 > Heraldo HB, 21 98461.1284 > Dani Francisco ou pelo email gomeiagalpao@gmail.com


heraldo hb

. Animador cultural, escritor e produtor audiovisual nascido no século XX. .

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