Hoje é o dia Nacional do Teatro e o Sr. Prefeito de Duque de Caxias estampou a foto do Teatro Raul Cortez, que ocupou a nossa amada Praça de tantas histórias. Sim, há um palco que se abre pra fora….Uma Biblioteca…É um dos últimos projetos do genial Arquiteto Oscar Niemeyer e a gente se orgulha.
Mas antes do famoso “chapéu do cardeal” Já brilhava (esse ainda está lá) o lendário Teatro Armando Melo, no Shopping Center de Caxias (que também ainda está lá). Minha filha Camila Batista participou de várias peças sob a direção de Eve Penha e Guedes Ferraz. Lembro de ter visto lá a primeira peça do dramaturgo inglês Edward Albee, escrita em 1958, “The Zoo History”onde dois grandes atores,de Duque de Caxias, um deles Ediélio Mendonça (o outro, grande também e já falecido, não lembro) num banco falava de solidão, desumanização, falta de comunicação, disparidade social…isso em 1958…e como é hoje…
O outro Teatro imortal não existe mais. Ficava no último andar da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias e foi fechado, mais de 10 anos com a promessa de reabrir no dia de “São Nunca. ” Deram o nome a Teatro Procópio Ferreira e na inauguração ele próprio e sua genial filha Bibi estiveram.
Muito do movimento Cultural da Baixada acontecia ali. Mestre Ediélio Mendonça comandava tudo. Ator, Diretor, premiado com Moliére em 1978 com a peça “Sacos e Canudos”.
Teatro Procópio Ferreira
Em 1996 lancei um livro em prosa que foi adotado por vários colégios de Duque de Caxias, “Galo Preto e outras estórias”. O livro tinha 48 “short stories”, alguns poemas prosaicos e/ou Prosa poética. Ediélio encantou-se com o livro, escolheu 11 histórias, adaptou e chamou um timaço de atores de Duque de Caxias e a peça aconteceu. Ronaldo Bellardo, José Montteiro, Cléo Rodrigues, Eve Penha, Cesário Candhi, Cristiane Agnes. A Prefeitura de então comprou apresentações para colégios que toda terça lotavam o velho teatro de 480 lugares…sucesso esplendoroso
Pedro Lages, Beto Gaspari, Nancy Calixto, Guedes Ferraz, Tom Pires, Reynaldo B. Lisboa e sua esposa Marcia…E quantos mais não lembro… e não conheço ainda… e já se foram… Barboza Leite…
A força da Arte vencendo tantos preconceitos na discriminada Baixada Fluminense minha….Faço parte deste sonho e levo minhas mãos livres e limpas pra um abraço sincero…E resistência.
Não Passarão! Viva o Teatro…(C.A.)