O ministro da (falta de) saúde, pintor de meio fio em Deodoro, Pazuello, disse hoje ao responder um jornalista que: “Ontem é passado, fica para os historiadores”. Neste momento, realmente não é conveniente para esse desgoverno falar do passado. Ele é cruel, fúnebre e cheio de tristeza que eles ajudaram a provocar. São criminosos, assassinos, genocidas de 210 mil vidas e de famílias. O culpado: “O fuso horário da Índia”, nunca eles!

Foi-se o tempo que tínhamos médico no comando do SUS. Agora, temos uma mãe Dináh no que já foi o Ministério da Saúde. O ministro, só quer saber do futuro e dá sintomas de velha surda, até a máscara para ouvir melhor os jornalistas ele tira.

Inúmeras vezes, nós historiadores já ouvimos essa frase, para diminuir nossa profissão. Mas História não é passado. É o passado no presente e processo. Nossas mazelas, violência, racismo, fundado na desigualde social se faz presente a cada ação de perpetuação de exclusão social.

Os historiadores do Brasil irão relatar devidamente as atrocidades que o desgoverno de Bolsonaro está realizando. Como profissional do ofício, tenho certeza que nenhum de vocês se preocupa mais com o julgamento da História. E realmente, é muito pouco, muito pouco!

Marc Bloc diz que: “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”, mas fico com Millor Fernandes que certa vez disse: “Temos um longe passado pela frente”. E é negacionista, que se tornou política de Estado. Triste fim do Ministério da Saúde, que respira, sob ajuda de aparelhos.


Marroni Alves

Filho da escola pública e de pernambucanos. Nascido no Hospital Duque, mas sempre no Hospital Infantil. Formado em História na FEUDUC, dou aula em pré-vestibular comunitário na Vila Ideal, Jardim Gramacho, Complexo da Mangueirinha e Xerem.

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