Espetáculo MARGINAL Y-GÛAÇU, um rolé histórico pelo Brasil, com parada na baixada fluminense

Assim como todo o território fluminense, a Baixada ostenta uma história que remonta, pelo menos, 5 mil anos de ocupação e ancestralidade, se considerarmos as primeiras ocupações humanas protagonizadas pelos sambaquieiros, também conhecidos como os “os povos das conchas”. Personagens como índios nativos, colonizadores europeus e africanos escravizados, mas que fugiam para os Quilombos e Mocambos, transitam pelo espetáculo.

Além dessas personagens, também aparecem em cena os donos de engenhos, os fazendeiros, os clérigos, a tripulação de um barco de carga e seu capitão, e os seres míticos, como uma “Icamiaba Jacutinga”, guardiã vestida pelo rio Sarapuí, e também uma sonhadora jovem, vítima de violência, que ultrajada, se suicida e passa a vagar, bailando pela floresta e margens dos rios, até encontrar sua vingança.

O ritmo do espetáculo é marcado pelo instrumento mais ancestral: o tambor, além de instrumentos de percussão feitos a partir de galões de plástico e outros materiais recolhidos, como garrafas pet, servindo de couro para os tamborins.

Com a invasão europeia e a colonização portuguesa, a terra de povos indígenas, que foram escravizados, aldeados e exterminados, foram ocupadas e apropriadas pela conceção de sesmarias, onde se estabeleceram engenhos e fazendas. Dentre elas, a Fazenda São Bento (com área equivalente à atual Cidade de Duque de Caxias e o marco inicial da colonização do Vale do Rio Iguaçu).

Também foram edificadas capelas, igrejas matrizes das chamadas freguesias (origem de alguns municípios da atual Baixada Fluminense), administradas por seus respectivos párocos, perpetuando assim colonialidade neste território.

Sinopse

O Palhaço evém! Evém e nem devia! Evém trazenu confusão, espalhanu estripulia!” Bailando entre o sagrado e o profano, o Palhaço da Folia de Reis, nosso Bufão baixadense, quer contar a história de quem vive entre a Serra do Mar e a Baía de Guanabara.

É a Baixada Fluminense, que no cruzamento de suas potências e violências sofridas, rodopia pra dizer em seu gingado: estamos aqui!

Satirizando fatos históricos e apresentando verdades ignoradas e pouco difundidas, o espetáculo evoca personagens históricos, fictícios e mitológicos para contar a verdadeira história do “achamento” do Brasil, da ocupação/invasão do Rio de Janeiro e da formação social e cultural da Baixada Fluminense.

O protagonismo é totalmente dado aos “marginais.” Marginais nos dois sentidos da palavra, por serem estes indivíduos marginalizados pela sociedade de seu tempo e também por viverem, todos eles, às margens dos rios que formam a Bacia Hidrográfica Iguaçu/Sarapuí ou praias de algum mar.

Dentre esses marginais, a mulher, o mais marginalizado de todos os seres! A bateria já foi convocada a tocar! O cortejo já “evém!

Duração: 70 min
Classificação: 12 anos

Ficha técnica:

Supervisão de direção e participação especial: Nielson Bezerra
Direção, cenário e adereços: Luciano Paixão
Direção de movimento: Giselle Motta
Figurinos: Criação Coletiva
Elenco: Adrielle Vieira, Iacyara Helena, Giselle Motta e Luciano Paixão

Fotos: Divulgação

Espetáculo MARGINAL Y-GÛAÇU


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