Quando eu era criança, ao colorir algum desenho que tinha nuvens no céu, deixava o céu branco e pintava as nuvens de azul. Depois de um tempo percebi por mim mesmo (ninguém me contrariou até então) que era o contrário. Mas no final da tarde de hoje, eis que vejo realmente nuvens azuis e o céu, não branco, mas dourado, por causa do pôr do Sol. Subi no telhado para registrar essa aquarela da natureza, quando um garoto passa na rua, me vê com a câmera em punho e pergunta: “moço, por que o senhor está tirando foto?”. Sem demora, respondo: “porque o céu está muito bonito”. Fascinante a curiosidade das crianças.
Mas o que talvez tenha chamado mais a atenção era o fato de eu ter subido no telhado. Tentei a princípio tirar da rua mesmo, mas hoje também percebi o quanto a fiação elétrica atrapalha e enfeia as ruas. Desde que estive na Orlando Fidelis Medeiros, percebi a importância da fiação ser subterrânea, tal como é no Rio de Janeiro. Poderíamos plantar mais árvores e aconteceria menos “podas” exageradas.
E na busca das nuvens azuis, acabei presenciando um pôr do Sol espetacular, mostrando que mesmo morando num bairro pouco lembrado pelo poder público e desprestigiado, o Sol nasce (e se põe) para todos, e se não fossem seus raios, não teríamos o arco-íris, que deixa qualquer paisagem mais bela. Acho que vou acabar adquirindo uma lente grande angular…

IMG_9913

Mais fotos em: https://plus.google.com/photos/108328780711372017337/albums/6125158352804391457