Excelente texto e reflexão do ator, diretor teatral e ativista Leandro Santanna, de Queimados. Vale muito a publicação aqui – aliás, a guerreira Cia. de Arte Popular é citada 😉

.

MINHA SEDE MINHA VIDA – O sonho da casa própria!

7 de maio de 2014

Não é de hoje que coletivos como o Grupo Código de Japeri, a Cia de Arte Popular de Caxias, a Orquestra de São João de Meriti, e tantos outros coletivos culturais e artísticos sonham com um espaço para chamar de seu, onde possam investir mais e melhor no processo de democratização do acesso à arte em que militam há anos.

Muitos grupos conseguem um pequeno conforto de se estabelecer dentro de alguma ou outra instituição / ponto de cultura ou projeto social, mas a grande maioria divide seu acervo entre os participantes, que “entulham” suas casas com figurinos, instrumentos, e fragmentos de cenários ou partem para a audácia de viver de aluguel, tirando de recursos próprios ou criando subterfúgios para custear sedes através de escassos editais.

Em vários encontros como fóruns, seminários e conferências centenas de representantes externam o desejo de contar com um levantamento sério de ações contundentes desenvolvidas por coletivos de notório fazer no campo cultural, que possibilite financiamento público para adquirir imóveis próprios, que sejam pagos com duas moedas: dinheiro e ações culturais gratuitas! Os Queimados Encena, por exemplo, seguem dividindo o aluguel as diversas taxas para manter as portas de sua sede aberta, vez por outra um apoio, ou a conquista de um edital, amenizam os gastos mensais, mas o fantasma do despejo ameaça quem atrasa o aluguel, quem depende de boa vontade proprietário do imóvel para permitir a continuidade do projeto ou até mesmo a continuidade do imóvel.

Em inúmeras cidades onde pontos de cultura ainda não se firmaram, ou ainda em Municípios em que as atividades dos pontos de cultura dialogam perfeitamente com as atividades de coletivos culturais que não são ponto, o MinC poderia desenvolver o programa MINHA SEDE MINHA VIDA. Diversos coletivos estão se organizando para buscar uma forma de apresentar oficialmente uma proposta e descobrir as viabilidades desta ação.

          Um projeto que beneficiasse principalmente os moradores dos conjuntos habitacionais do programa Minha casa Minha vida, ofertando acesso a atividades culturais gratuitas aos moradores destes condomínios, celebrando parceria direta com as cidades contempladas e com as instituições sérias que já desenvolvam trabalhos nos referidos municípios.

           Em parceria com as Escolas Públicas / Secretarias Municipais de Educação, as atividades ali desenvolvidas atenderiam em parte à demanda dos estudantes de cada cidade, e os Conselhos Municipais de Cultura, poderiam ser aliados na avaliação das instituições e no desenvolvimento de suas atividades.

          A Casa Civil e o Ministério da Cultura criariam um financiamento junto ao BNDES ou Caixa Econômica Federal para que cidades de pouco ou nenhum acesso à Arte / Cultura pudessem aderir ao programa em parceria com as instituições custeando parte dos gastos do projeto. Desta feita ampliaríamos o quantitativo de espaços que poderiam ser chamados Pontos de Cultura, e a utilização do VALE CULTURA.

.

minha sede, minha vida


heraldo hb

. Animador cultural, escritor e produtor audiovisual nascido no século XX. .

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebookFlickrYouTube