manifesto baixada filma - Cine Odeon - audiovisual da Baixada
Ontem participei de um momento histórico para o território audiovisual pulsante que a Baixada Fluminense abriga e recebe de braços abertos, eu diria até de lentes abertas e fechadas. Sim, pois cada lente que registra o movimento BXD através do olhar dos seus cineastas, produtores, videomaker, etc, faz esse território crescer mais e mais nas telas dos cineclubes, nos canais, mídias alternativas e nas salas tradicionais de cinema.
Especificamente, hoje, essas potências audiovisuais tomaram de assalto com muita elegância e com um papo reto o espaço do Cine Odeon.
Falo da sessão de lançamento dos curtas que fizeram parte do Territórios Culturais RJ e Favela Criativa. Dos 15 filmes selecionados, 5 foram produzidos pelos cineastas da Baixada : cascudos, tv olho, cineclubismo na BF , entre pó e películas e perpétuo   Por sorte (chamada Tadeu Lima) peguei a senha 114, pois antes das 18hrs a fila para o cinema estava dando voltas no quarteirão. O Cine Odeon ficou pequeno para essa noite memorável, mas cresceu apenas nas palmas e gritos de uma galera ansiosa pelos filmes e pela territorialização do orçamento audiovisual.
Cada fala representava horas de trabalho e de dedicação nas produções e quase nenhum reconhecimento em termos financeiros do poder público. Nem financiamento, nem editais que contemplem essa massa chega até a Baixada Fluminense. Pensando nisso diversos personagens importantes no setor audiovisual da BXD resolveram se unir e escrever um manifesto, pois “É preciso territorializar os orçamentos do Audiovisual, no Estado e na União. Recolhe-se muito imposto por aqui e o retorno? Praticamente zero” (Manifesto).
E diante de toda aquela energia no Cine Odeon os cineastas deram o seu recado e, me senti representada pelas mulheres  que subiram ao palco e tiveram seu lugar de fala. E, não poderia ser diferente, afinal estrear seu filme em um dia tão significativo quanto o dia 08 de Março é de estremecer qualquer coração que pulsa com o cinema. E como bem falou a diretora Carol Vilamaro ” Que nos próximos filmes, nos próximos editais tenham mais a presença das mulheres e cada vez mais mulheres fazendo cinema”
Ri muito com Pobre Yurinho – Dir. João Ademir, chorei com Acúmulo  – Dir. Gilson Junior, me emocionei ao ponto de pular da cadeira com o filme Meu Fuzil é a Poesia –  Dir. Fernando Salinas e Victor Hugo Liporage. Esse foi uma pancada direta. Fiquei em êxtase ao ver as  imagens maravilhosas da minha BF nos filmes : cineclubismo na BF, entre pó e películas, TV Olho e Cascudos. Esse último, confesso que estava curiosa em saber o porquê do título e me surpreendi com o resultado e com a minha imaginação.
Não consegui ficar até o final, saí de lá às 23hrs com o cinema ainda lotado e voltei para casa com uma enorme vontade de produzir. Não tenho palavras para descrever o quanto foi importante cada filme que consegui ver. Então irei parar por aqui (pelo menos na parte escrita) para produzir em outro setor da minha vida.
Orgulho de ver a Baixada representada em peso no palco do Cine Odeon define o que borbulha até agora dentro de mim. Acesse meu o canal Diário da Periférica Lu Brasil para ver o pequeno VÍDEO do momento das falas. E, não  esqueça de se inscrever , pois vem coisa boa por aí.
Veja o vídeo do Manifesto AQUI  e acesse o site Baixada filma para assiná-lo.

#baixadafilma