Navegando por uma rede social encontramos esse texto em relação à possível proibição da tradicional festa de Nossa Senhora de Fátima, na 25 de Agosto. É um texto de cunho pessoal, um desabafo, mas que, mesmo não representando uma posição oficial da comunidade, representa um sentimento de indignação muito justo. É de maio de 2014 e fica o registro aqui na web, esperando que as autoridades não cumpram essa determinação sem sentido.

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“DECEPÇÃO e REVOLTA….

Não consigo pensar em palavras melhores para descrever os sentimentos estampados na cara dos meus amigos e colegas de Igreja na noite de ontem.
Durante muitos anos a comunidade da Igreja Nossa Senhora de Fátima não pode realizar a festa de sua Padroeira, por um justo motivo, na rua da festa também temos um hospital.
Quando conquistamos o nosso estacionamento, a primeira coisa que veio a mente de todos foi “já temos onde realizar nossa festa…” No primeiro ano não tivemos autorização, foi tudo muito em cima, mas para o próximo anos tínhamos a fé de que tudo daria certo.
Ledo engano, ontem, sexta-feira, dia 09 de Maio de 2014, a Igreja recebeu uma notificação proibindo o uso de som e de propagação de chama no espaço em que realizaríamos o nosso evento. Meu Deus, palco montado, bandas contratadas, barraquinhas de quermesse montadas, comunidades empenhadas em fazer tudo com muito capricho e uma bomba dessa cai sobre o ânimo de todos!
Todos compreendemos a proibição do uso de fogo, é uma questão de segurança e não providenciamos a aprovação dos bombeiros, se bem que nos eventos de rua o que mais vemos são barraquinhas de milho verde, frituras e afins…
Agora, proibir o SOM? Como realizar uma “FESTA” sem som?
Preparamos os alimentos no interior do salão da Igreja, e usamos uma simples caixa de som, utilizada em nossas reuniões cotidianas, para ouvir músicas tocadas em um smartphone. Em um dado momento tivemos a ideia de virar a caixa de som (sim, no singular, uma única caixa de som, pequena, com apenas um alto-falante) para o pátio, afim de ter ao menos uma música ambiente e de forma inacreditável fomos reprendidos por agentes da prefeitura que estavam presentes para coibir “qualquer” tipo de som.
Foi o que faltava para o sentimento de revolta invadir nossos corações, tudo isso é muito injusto, mas acatamos imediatamente, sem discutir, afinal somos cristãos e estávamos tentando celebrar uma data religiosa.
Mas para toda ação existe uma reação e acredito que isso não será esquecido pelos milhares de membros das dez comunidades da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Duque de Caxias. Acredito que responderemos da forma mais eficiente que temos, como a escolha de governantes que respeitem os direitos de todos.
Em tempo, este é um desabafo pessoal, motivado pela revolta de pessoas que convivem em comunidade, em hipótese alguma deve ser considerado como a opinião ou manifesto da Igreja, e nem tem seu endosso para tal, mas Graças a Deus, ainda vivemos em um país com direito de expressão. “