Quantas e quantas mortes e balas com destinos serão necessárias para ver que o momento é mais delicado, profundo e abusivo em relação aqueles que estão no poder?

Eles vão discursar para a sociedade dizendo que mais violências serão necessárias e mais mulheres e crianças negras e faveladas serão assassinadas.

Eles vão utilizar seus inúmeros meganhas para apagar a democracia e nos mergulhar na escuridão da violência sem limites.

Vão matar no Rio, em Caxias, Nova Iguaçu, por toda a baixada e vão tentar, de todo modo, e sem constrangimento nos calar.

A tormenta imposta pelos dominadores não calará as vozes e apaziguará a guerrilha urbana e, muito menos, – após quinhentos anos de história sangrada – permitirá que façamos confusões entre a razão dos esquemas dos patrões e à violência desmedida dos feitores.

A vida em luta nunca será em vão.

E hoje e amanhã milhares de jovens se levantarão contra as ameaças aos seus sonhos, a sua cor, ao ser mulher negra e a sua situação social. O opressor persegue os motivos que lhe dão força para ações condizentes e contundentes para baixar as nossas cabeças.

Sigamos apontando onde a classe média não quer enxergar.

Onde os miseráveis defendem suas migalhas e ficam ruborizados e calados porque compactuam com a esmerilhada e contínua violência.

E só te desejo que percebas que nas favelas deste país brota a ameaça de explosão deste mundo desigual que alimenta a máquina de revolta dentro de cada um de nós diariamente.

#mariellepresente

Eduardo Prates
www.observatoriodoprates.blogspot.com.br


Eduardo Prates

Professor, cientista político, cidadão do mundo, flamenguista, Imperiano, sujeito que acredita na auto-determinação dos povos para a construção de um mundo melhor.

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