Para quem não viu a matéria do RJTV que foi ar no último dia primeiro de março…

Chuvas intensas espalham esgoto, lixo e doenças pela região.
Moradores elevam o piso das casas para evitar que a água entre.

Aqui link original: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/parceiro-rj/noticia/2012/03/parceiro-do-rj-mostra-problemas-em-caxias-por-falta-de-saneamento.html

Aqui o vídeo:

Aqui o texto:

A falta de um sistema de saneamento adequado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, tem causado problemas de saúde a moradores da região. Eles têm contato frequente com esgoto, lixo e entulho que são espalhados quando as chuvas são mais intensas.

A dupla de Parceiro do RJ de Duque de Caxias, Flávia Freitas e Felype Bastos, foi ao local para saber o que os moradores têm feito para escapar dos problemas.

O pescador Neco, que mora próximo ao Rio Chacrinha, tem manchas vermelhas por todo o corpo e diz que surgiram por causa do esgoto que é espalhado quando o rio sobe. “Vem do rio, dessas águas poluídas”, afirmou Neco enquanto mostrava o ombro cheio de marcas.

Alguns moradores têm aumentado a altura da entrada de suas casas para evitar que a água do rio entre em períodos de chuva. “Eu tive que levantar 40 centímetros. Levantei a sala, os quartos e a cozinha”, afirmou a dona de casa Ana Paula Peixoto.

“É muito triste todo ano chover e a gente não dormir direito. Qualquer chuvinha, a gente perde tudo”, lamentou a dona de casa Maria de Lourdes.

O secretário de Meio Ambiente de Duque de Caxias, Samuel Maia, afirmou que um programa de saneamento básico foi desenvolvido e a Cedae havia se comprometido a concluir a ligação das redes de esgoto até as estações de tratamento. Já a Cedae afirmou que sua obrigação se restringe a fornecer água à região, mas que está concluindo uma estação de tratamento na Pavuna, que atenderá também a Duque de Caxias, e deve entrar em funcionamento em dezembro de 2012.

Sobre o lixo nos rios, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) afirmou que os equipamentos de limpeza que seriam utilizados foram emprestados à Região Serrana após a tragédia das enchentes em 2011, mas que algumas máquinas teriam ficado com a prefeitura de Caxias.

A prefeitura de Caxias informou que o Inea havia emprestado três escavadeiras de médio porte, mas que isso não seria suficiente para o tamanho da área a ser limpa. Além disso, o Rio Saracuruna, que é o maior da região, não pode ser limpo com equipamentos deste porte, de acordo com a prefeitura.

Ainda segundo a prefeitura, foi feita a limpeza do canal Guanabara, que corta o bairro Chacrinha. A prefeitura informou que esse trabalho precisa ser feito periodicamente e que há poucos equipamentos para isso.