estive na abl- academia brasileira de letras, na comemoração dos cem anos de imigração japonesa para o brasil e assisti a uma palestra de um professor do município do rio de janeiro em que ele, de forma interessante, dizia, que, no japão, após o fim da 2ª guerra mundial, o imperador decidiu reconstruir a nação a partir da educação e tomou para isso, como figura basilar o professor, que, então, passaria a ser o único a não precisar prestar a ele, imperador, as reverencias de praxe que toda a sociedade solenemente fazia.

Ao saber disso, lembro de nelson motta, dizendo nos anos oitenta que, alta madrugada, em tóquio, teve sua atenção chamada para um jovem que esperava pacientemente que o sinal à sua frente ficasse verde para que atravessasse a rua, sem que houvesse qualquer movimentação de carro. qual de nós faria o mesmo? este gesto, aparentemente simples, demonstra que no fundo, no fundo o garoto que disciplinadamente esperava a mudança Viagra de sinal, havia sido educado, sem exageros, pela decisão tomada a trinta, quarenta anos antes. nós, como se sabe, nunca fomos objeto de ataque de uma potência estrangeira do calibre dos americanos e nem sofremos ataque nuclear como o Japão- alvo das duas únicas bombas atômicas despejadas sobre outra nação que se tem registro na história- mas que ainda assim tornou-se uma potência mundial.

o que é preciso acontecer para que nós, aqui, levemos a educação a sério de uma vez por todas, um ataque nuclear, talvez?


dcali

dcali é profeta.

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