Estranhamente, o presidente não tem autoridade para demitir e contratar. 48 horas depois de dispensar Bebianno, o ministro se mantém  no cargo. Se fosse uma empresa privada, o mercado falaria que o barco está desgovernado.

A legitimidade do mandatário da presidência vira água no congresso que cobra pragmatismo do governo para tocar as reformas.

Enquanto Bolsonaro se isola no twitter, diversas disputas e frações de interesses vão esquartejando o poder e sedimentando a queda do mito.

Bebianno já mandou seu recado, caso seja oficializada, em Diário Oficial, sua saída:

“Não tenho medo de briga. Não me intimidam!”
A frase pode ser traduzida por “Cairei atirando!”. O ditado popular é apropriado para quem deseja liberar as armas.
O ministro teve seu número de celular particular revelado e vem recebendo ameaças de gente ligada aos Bolsonaros.
Sérgio Moro tem manifestado apreensão de ver seus planos tragados pelo ralo que está levando embora a legitimidade do governo da rapaziada Bolsonaro.
Mourão tem se posicionado de forma tática fazendo comentários certeiros, próprio de quem espera ver a presidência cair no colo.
Outro dia, um dos oficiais ligado ao staff soltou a frase: “Vamos ter calma, peixe morre pela boca”.

Eduardo Prates

Professor, cientista político, cidadão do mundo, flamenguista, Imperiano, sujeito que acredita na auto-determinação dos povos para a construção de um mundo melhor.

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