{"id":7730,"date":"2019-01-31T13:13:07","date_gmt":"2019-01-31T13:13:07","guid":{"rendered":"http:\/\/lurdinha.org\/site\/?p=7730"},"modified":"2019-01-31T15:30:46","modified_gmt":"2019-01-31T15:30:46","slug":"da-passarela-do-rock-ao-monumento-a-biblia-a-estetica-do-incomodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lurdinha.org\/site\/da-passarela-do-rock-ao-monumento-a-biblia-a-estetica-do-incomodo\/","title":{"rendered":"Da Passarela do Rock ao Monumento a B\u00edblia &#8211; A est\u00e9tica do inc\u00f4modo"},"content":{"rendered":"\n<p> *<em>Este artigo foi produzido durante a disciplina: Geografia da Cultura II, no Bacharelado em Produ\u00e7\u00e3o Cultural do IFRJ Campus Nil\u00f3polis, sob orienta\u00e7\u00e3o do Professor Alexandre de Oliveira Pimentel. Apresentado e publicado nos Anais do XIV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura &#8211; XIV ENECULT, Salvador, 2018<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Resumo<\/h1>\n\n\n\n<p> Atrav\u00e9s do fen\u00f4meno da Passarela do Rock, maior encontro de rock aberto do Estado do Rio de Janeiro, este artigo busca pensar a cultura roqueira no Munic\u00edpio de Mesquita, abarcando um complexo sistema de forma\u00e7\u00e3o da identidade cultural e territorial, a partir das disputas entre territorialidades diversas que convivem em um mesmo espa\u00e7o, das rela\u00e7\u00f5es de poder e da mem\u00f3ria como elementos principais nesta constru\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h1>\n\n\n\n<p>\tA\nterritorialidade dos adeptos da cultura rock and\u2019roll, no Munic\u00edpio\nde Mesquita, \u00e9 uma quest\u00e3o constante na pauta do debate acerca da\ncultura local, desde meados dos anos 2000. A exist\u00eancia da Passarela\ndo Rock, o maior encontro aberto de rock do Estado do Rio de Janeiro,\nentre os anos 2001 e 2007, na Pra\u00e7a central da cidade, provocou\nintensas disputas entre diversas territorialidades que se\nmanifestavam no mesmo espa\u00e7o, e que s\u00e3o recorrentes at\u00e9 os dias de\nhoje, dez anos ap\u00f3s o encerramento de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>\tMesquita\n\u00e9 um munic\u00edpio de 168 mil habitantes, emancipada da cidade de Nova\nIgua\u00e7u h\u00e1 apenas 16 anos, e \u00e9 localizada na regi\u00e3o metropolitana\ndo Estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense, marcada por altos\n\u00edndices de desigualdade social e viola\u00e7\u00f5es de direitos. Apesar de\npr\u00f3xima da capital tem um clima de cidade do interior. \n<\/p>\n\n\n\n<p>\tConsiderando\nque \u201ccultura n\u00e3o \u00e9 apenas socialmente constru\u00edda e\ngeograficamente expressa, mas tamb\u00e9m espacialmente constitu\u00edda\u201d\n(JACKSON, 1992, p. XIII apud  ALMEIDA, M. G. e RATTS, A., 2003 p.\n266), a ocupa\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a Secret\u00e1ria Elizabeth Paix\u00e3o, por\nadeptos da cultura rock and\u2019roll foi um ativador de m\u00faltiplos\nprocessos que dizem a respeito da constru\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o de uma\nidentidade cultural e territorial roqueira mesquitense. Para\ncompreender essa cultura precisa-se lan\u00e7ar o olhar sobre outras\nidentidades culturais locais e diversas, que est\u00e3o em intera\u00e7\u00e3o\natrav\u00e9s da ocupa\u00e7\u00e3o deste espa\u00e7o e da disputa entre essas\nterritorialidades. Se\n\u201ctodas essas met\u00e1foras da produ\u00e7\u00e3o cultural real\u00e7am a\nconstru\u00e7\u00e3o cultural da paisagem atrav\u00e9s de processos contestados\nde significa\u00e7\u00e3o. Elas fazem de paisagens proje\u00e7\u00f5es culturais\nmale\u00e1veis cuja forma e cujo significado \u00e9 determinado, em ultima\nanalise, pelos contextos lingu\u00edsticos e sociais associados a eles.\n(Demeritt, 1994, p. 164 apud\nALMEIDA, M. G. e RATTS, A., 2003 p. 266), o\nrock foi para a cidade constituinte de sua pr\u00f3pria paisagem\ncultural, forjada pela emblem\u00e1tica Passarela do Rock. Essa cultura\ncontem as marcas dessas disputas, impressa na memoria da cidade e nas\nrela\u00e7\u00f5es entre estes grupos.<\/p>\n\n\n\n<p>\tCom\nessa identidade cultural roqueira presente na hist\u00f3ria da cidade, e\nconsiderando a memoria como elemento legitimador desta identidade,\n(ALMEIDA, M. G. e RATTS, A., 2003), destaco o legado da Passarela do\nRock para os eventos do segmento em espa\u00e7os p\u00fablicos centrais da\ncidade, como par\u00e2metros para novas iniciativas e tamb\u00e9m como\ncomponente da memoria e do patrim\u00f4nio cultural local. E a correla\u00e7\u00e3o\nde for\u00e7as e poderes com diferentes institui\u00e7\u00f5es no munic\u00edpio e\nseus processos de apagamento desta memoria no desenrolar destas\ndisputas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A\nterritorialidade roqueira mesquitense<\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"318\" height=\"480\" src=\"http:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/passarela-do-rock-mesquita_Giordana-Moreira.jpg\" alt=\"Passarela do Rock - Mesquita - Giordana Moreira\" class=\"wp-image-7733\" srcset=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/passarela-do-rock-mesquita_Giordana-Moreira.jpg 318w, https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/passarela-do-rock-mesquita_Giordana-Moreira-199x300.jpg 199w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\nUma\ntradi\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00f5es de eventos dedicados a cultura rock\nand\u2019roll na regi\u00e3o da Baixada Fluminense desde a d\u00e9cada de 70\nculminou no surgimento espont\u00e2neo do maior encontro a c\u00e9u aberto de\nadeptos do Estado do Rio de Janeiro, na Pra\u00e7a Secret\u00e1ria Elizabeth\nPaix\u00e3o, no Centro da cidade de Mesquita, entre os anos 2001 e 2007. \n<\/p>\n\n\n\n<p>\nA\npartir da Passarela do Rock a cidade passa a ser um territ\u00f3rio de\nroqueiros fluminenses oriundos dos munic\u00edpios da Baixada e tamb\u00e9m\ndos sub\u00farbios da capital, na sua dimens\u00e3o material-concreta e\nsubjetiva-simb\u00f3lica, segundo o conceito sobre identidade territorial\nde Haesbaert, 1997 apud BORGES, J. C. de F. e CAVALCANTE JR, I. G..\nUm p\u00fablico total entre 2 e 3 mil pessoas encontravam-se todos os\ndomingos, em principio em um bar com cerca de 10x4mt, e com o aumento\nda procura ocupou a frente do bar, em seguida a passarela que corta a\nEsta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Mesquita e por fim toda a Pra\u00e7a principal.\nO visual inconfund\u00edvel dos rockeiros, as m\u00fasicas executadas ao\nvivo, as dan\u00e7as e rituais praticados ocupavam aquele espa\u00e7o,\nenquanto eram  rejeitados por outros grupos que tinham rela\u00e7\u00e3o\ndireta com este ou apenas transitavam ali.<\/p>\n\n\n\n<p>\nEsta\nest\u00e9tica adotada, origin\u00e1ria na cultura rock and\u2019roll\nuniversalizada, constitu\u00eda uma das principais materialidades da\nterritorializa\u00e7\u00e3o rockeira mesquitense. Se \u201ca identidade remete a\numa norma de vincula\u00e7\u00e3o, necessariamente consciente, baseada em\noposi\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas\u201d (CUCHE, D. <em>A\nno\u00e7\u00e3o de cultura nas Ci\u00eancias Sociais<\/em>.\nFlorian\u00f3polis: EdUSC, 1999. &#8211;\ncap. 6. \u201cCultura e Identidade\u201d \u2013 p. 176), a dimens\u00e3o\nmaterial traduzida atrav\u00e9s da est\u00e9tica, constitu\u00edda de roupas\npretas, imagens de caveiras, os elementos de metal dos punks, as\nfranjas emos, os sobretudos e coturnos dos headbangers, ocupavam\ntotalmente a paisagem da \u00e1rea central da cidade, em contraponto a\nest\u00e9tica padronizada das fam\u00edlias mesquitenses, ou diferentes, como\nos funkeiros e pagodeiros, que circulavam pelas \u00e1reas de lazer e\nconviv\u00eancia social da cidade. Os comportamentos dos jovens em\np\u00fablico buscavam desafiar os padr\u00f5es estabelecidos em cidades com\nperfil interiorano e conservador, como sugere Mesquita.\nDiferentemente dos outros eventos de rock em espa\u00e7o p\u00fablico os\njovens manifestavam uma diversidade sexual para al\u00e9m da\nheteronormativa, expondo diferentes orienta\u00e7\u00f5es sexuais at\u00e9 ent\u00e3o\ninvisibilizadas. \n<\/p>\n\n\n\n<p>\nA\nvis\u00edvel territorializa\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a e da Cidade como espa\u00e7o\napropriado por aquele p\u00fablico provocou rea\u00e7\u00f5es de diversos\nsegmentos da sociedade mesquitense. O dia e hor\u00e1rio de realiza\u00e7\u00e3o\ndo encontro eram o mesmo dos cultos da religi\u00e3o neopetencostal,\ndomingos \u00e1 noite. E como a Pra\u00e7a, a passarela e a esta\u00e7\u00e3o s\u00e3o\nlocais de transito central para os mesquitenses os neopetencostais e\nroqueiros se cruzavam no trajeto da passarela. Desta forma a est\u00e9tica\ndos rockeitos, expandida pela grande concentra\u00e7\u00e3o de p\u00fablico, era\nentendida como \u201cdemon\u00edaca\u201d para os religiosos. E esta est\u00e9tica\ncomo paisagem protagonista aos domingos a noite nas \u00e1reas de lazer\ncausava um desconforto entre a popula\u00e7\u00e3o, pois estava visualmente\nlocalizada na passagem principal da cidade, tomando conta dos\npavimentos da passarela, ao alcance dos olhos de todos que cruzavam a\ncidade nas duas vias principais localizadas a margem da ferrovia. \n<\/p>\n\n\n\n<p>\nOutro\ntransito comum colocava diferentes grupos em conviv\u00eancia no mesmo\nespa\u00e7o. A\nsa\u00edda do Baile Funk que acontecia no T\u00eanis Clube de Mesquita,\nsituado a menos de 300 metros de distancia, era um momento que\nocasionava recorrentes brigas, gerando ocorr\u00eancias negativas ao\nevento e pondo em risco a seguran\u00e7a dos frequentadores. No\nano de 2003 o munic\u00edpio era considerado a \u00e1rea mais violenta do\nEstado, segundo dados da Secretaria de Seguran\u00e7a do Estado. As\nfestas promovidas ap\u00f3s as apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo da Passarela do\nRock no interior do Cemit\u00e9rio Municipal, tamb\u00e9m tiveram a viol\u00eancia\ncomo for\u00e7a opressora de suas pr\u00e1ticas. O ambiente que para muitos \u00e9\nhostil durante a noite tornava-se cen\u00e1rio perfeito para as festas de\nsubgrupos que constitu\u00edam a chamada na\u00e7\u00e3o rockeira, os g\u00f3ticos.\nNo entanto esse cen\u00e1rio foi marcado pelo assassinato de dois jovens\ng\u00f3ticos, durante uma destas festas, em julho de 2003. (CIMIERI,\nF. Folha de S\u00e3o Paulo, 2013). Pela\nprimeira vez a Passarela do Rock era noticiada na imprensa de massa,\nno entanto, como se d\u00e1 \u00e0 pr\u00e1xis jornal\u00edstica no que se refere ao\nregistro da Baixada Fluminense, nas p\u00e1ginas policiais.\n<\/p>\n\n\n\n<p>\nEssa\nterritorialidade roqueira mesquitense, \u00e9 constitu\u00edda nas rela\u00e7\u00f5es\nde multiterritorialidade que acontecem neste espa\u00e7o, e foi nesta\ncorrela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as que se deu a forte marginaliza\u00e7\u00e3o desta\ncultura para a regi\u00e3o. Os roqueiros eram vistos pela popula\u00e7\u00e3o\ncomo desordeiros e a Passarela do Rock como causadora desta\nviol\u00eancia, causadora da \u201cdegrada\u00e7\u00e3o\u201d do espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Disputas e\nas rela\u00e7\u00f5es de poder no espa\u00e7o<\/h1>\n\n\n\n<p>\nCom\nos conflitos ocorridos em raz\u00e3o do pelo fen\u00f4meno espont\u00e2neo da\nPassarela do Rock o territ\u00f3rio passou a ser disputado no \u00e2mbito das\nrela\u00e7\u00f5es de poder que se estabeleceram nesse espa\u00e7o. Apesar de\nconstituir em numero um dos maiores eventos culturais fluminenses, o\nmesmo jamais esteve de acordo com as regulamenta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para\na realiza\u00e7\u00e3o de eventos em solo publico. Na administra\u00e7\u00e3o\nmunicipal respons\u00e1vel por esta regulamenta\u00e7\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o a\nPassarela do Rock somente no ano de 2006, no conte\u00fado da Lei 355,\nque disp\u00f5em sobre o Plano Diretor Municipal, onde se determina: O\nincentivo a Passarela do Rock reconhecendo-a no calend\u00e1rio da Cidade\ncomo Atividade Cultural de Mesquita. A constru\u00e7\u00e3o deste plano teve\nparticipa\u00e7\u00e3o da sociedade civil, e, entre eles frequentadores da\nPassarela do Rock. \n<\/p>\n\n\n\n<p>\nA\nprecariedade estrutural da Passarela do Rock refletia a\ninfraestrutura para cultura na Baixada Fluminense. Com shows ao vivo\nrealizados em equipamentos limitados e em cima da ca\u00e7amba de um\ncaminh\u00e3o, de forma improvisada o encontro foi assim por anos\nrealizado. Sem receber qualquer investimento ou a\u00e7\u00e3o de fomento,\nnem mesmo a economia gerada para os pequenos comerciantes locais aos\ndomingos foi capaz de superar a falta de estrutura com o decorrer dos\nanos. Sem qualquer politica publica que atingisse o fen\u00f4meno da\nPassarela do Rock em 2007 ela encerra as atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>\nMesmo\ncom as atividades encerradas o encontro deixou um legado que\nobservamos at\u00e9 os dias de hoje. Nos anos seguintes houve tentativas\nde resgate por parte de produtores locais que realizaram o evento\nViaduto do Rock, no mesmo espa\u00e7o. E em 2013 um movimento composto\npor iniciativas e grupos culturais da Baixada Fluminense impulsionou\na cria\u00e7\u00e3o de uma Lei Municipal que reconhecesse o rock como\nidentidade cultural Mesquitense, estimulados pelo dialogo com a\ngest\u00e3o municipal p\u00fablica em exerc\u00edcio a \u00e9poca, e composto,\ntamb\u00e9m, por antigos frequentadores da Passarela do Rock. A proposta\npara cria\u00e7\u00e3o da Semana Municipal do Rock foi feita na ocasi\u00e3o da\nConferencia Municipal de Cultura, em Junho de 2013, e reiterada\natrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o do \u201cDia Mundial do Rock \u2013Pelo Fim da\nViol\u00eancia Contra a Juventude\u201d,  em  julho de 2013. O projeto de\nLei foi elaborado, votado na C\u00e2mara e sancionado pelo Prefeito em\nexerc\u00edcio Flavio Nakan, em 2014, como Lei 815|2014. Para uma cultura\nmarginalizada e oprimida, de forma muitas vezes violenta, virar uma\nLei Municipal, se anunciava como uma grande conquista para a cultura\nlocal e os seus milhares de adeptos.<\/p>\n\n\n\n<p>\nNo\nentanto neste mesmo ano a gest\u00e3o municipal definiu um novo espa\u00e7o\npara realiza\u00e7\u00e3o de eventos na cidade, o Espa\u00e7o Cultural da Feira,\nh\u00e1 500 metros da Pra\u00e7a. O local j\u00e1 realizava apresenta\u00e7\u00f5es\nmusicais em fun\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o da feira municipal, e foi\nestruturado com uma cobertura, sem estrutura de palco, sonoriza\u00e7\u00e3o,\nilumina\u00e7\u00e3o, sanit\u00e1rios, entre outros necess\u00e1rios para realiza\u00e7\u00f5es\nde eventos. Por tratar-se de uma via p\u00fablica os eventos programados\nteriam de se adaptar ao calend\u00e1rio da feira e da cidad,e programando\no fechamento da via. Ou seja, a realiza\u00e7\u00e3o dos eventos continuava a\ndepender de investimentos estruturais bem como a se adaptar ao espa\u00e7o\nda via p\u00fablica, apresentando as mesmas dificuldades das realiza\u00e7\u00f5es\nindependentes. Mesmo assim as tr\u00eas primeiras edi\u00e7\u00f5es da Semana do\nRock, bem como o evento Rock na Feira, foram realizados com o apoio\npontual da Prefeitura, no Espa\u00e7o Cultural da Feira at\u00e9 2016. No\nentanto a ultima edi\u00e7\u00e3o da Semana do Rock, em 2017, fora realizada\nna Pra\u00e7a Telemar, localizada no lado oposto a hist\u00f3rica. \n<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A Mem\u00f3ria\nque conv\u00e9m<\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"610\" height=\"343\" src=\"http:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/praca-da-biblia-Mesquita_Giordana-Moreira-610x343.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7734\" srcset=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/praca-da-biblia-Mesquita_Giordana-Moreira-610x343.jpg 610w, https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/praca-da-biblia-Mesquita_Giordana-Moreira-300x169.jpg 300w, https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/praca-da-biblia-Mesquita_Giordana-Moreira-354x200.jpg 354w, https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/praca-da-biblia-Mesquita_Giordana-Moreira.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\nAo\nfim de 2015, fora inaugurada, no Centro da Pra\u00e7a Elizabeth Paix\u00e3o,\num monumento estilo rococ\u00f3 representando uma B\u00edblia Sagrada, pela\nPrefeitura, com a presen\u00e7a de representantes das igrejas\nneopentecostais. A escultura ocupou o lugar do chafariz no Centro da\nPra\u00e7a, com aproximadamente oito metros de altura e seis de largura.\nO monumento \u00e9 vis\u00edvel para os transeuntes do viaduto, da esta\u00e7\u00e3o\nferrovi\u00e1ria e da passarela e est\u00e1 localizada no cora\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\nEmbora\no rock agora conste no calend\u00e1rio oficial da cidade, a mudan\u00e7a do\nespa\u00e7o de realiza\u00e7\u00e3o desta manifesta\u00e7\u00e3o, agora pr\u00e9-estabelecido,\nfoi um elemento impactante para o fazer cultural dos roqueiros\nmesquitenses. Com uma escultura imponente no local de origem da\nPassarela do Rock n\u00e3o h\u00e1 mais realiza\u00e7\u00e3o de eventos de rock na\nPra\u00e7a. \n<\/p>\n\n\n\n<p>\nA\naltera\u00e7\u00e3o mostrou que a situa\u00e7\u00e3o para realiza\u00e7\u00e3o em eventos\nfora do local estabelecido apresentava condi\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s\nanteriores \u00e1 san\u00e7\u00e3o da Lei: falta de infraestrutura e as\ninstabilidades no que tange ao necess\u00e1rio trabalho conjunto com\n\u00f3rg\u00e3os competentes pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, como ordem\np\u00fablica e transito. Na conclus\u00e3o desta disputa observamos que a\nPra\u00e7a passou a ser um \u201cespa\u00e7o delimitado e controlado\u201d, no qual\n\u201cse exerce um determinado poder, especialmente o de car\u00e1ter\nestatal\u201d (Haesbaert, 1999, aput aput BORGES,\nJ. C. de F. e CAVALCANTE JR, I. G). O\nrock ainda esta submetido \u00e0 valida\u00e7\u00e3o social para acontecer em\nMesquita.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h1>\n\n\n\n<p>\tA\nterritorialidade roqueira mesquitense que fez da regi\u00e3o da Baixada\nFluminense o palco da maior manifesta\u00e7\u00e3o de rock aberto ao p\u00fablico\ndo Estado do Rio de Janeiro, forjada na rela\u00e7\u00e3o entre as\nmultiterritorialidades que convivem no espa\u00e7o da Pra\u00e7a Secret\u00e1ria\nElizabeth Paix\u00e3o segue h\u00e1 cerca de 16 anos em disputa constante na\nregi\u00e3o. Jovens moradores de cidades da Baixada e do sub\u00farbio do Rio\nde Janeiro protagonizam uma resist\u00eancia cultural que encara o\ncoronelismo pol\u00edtico praticado na regi\u00e3o, demonstrado atrav\u00e9s do\nestabelecimento de politicas publicas sem consulta a popula\u00e7\u00e3o e\nque atendem aos interesses dos gestores p\u00fablicos, aqui exemplificado\nna constru\u00e7\u00e3o de um monumento religioso mesmo sendo, no Brasil um\nEstado laico. Encaram a imposi\u00e7\u00e3o da religiosidade neopentecostal\nque domina a regi\u00e3o na forma da exist\u00eancia de in\u00fameras sedes e na\ndemoniza\u00e7\u00e3o de todo s\u00edmbolo que v\u00e1 contra seus c\u00f3digos, entre\neles a est\u00e9tica rock. Encaram a viol\u00eancia institucional, quando\nvivem em uma das \u00e1reas mais perigosas do Estado colocando suas vidas\nem risco pelo simples fato de estar em um espa\u00e7o p\u00fablico a noite.<\/p>\n\n\n\n<p>\nAl\u00e9m\nde um constante processo de marginaliza\u00e7\u00e3o, o apagamento da memoria\ncoletiva sobre a Passarela do Rock vem causando o maior impacto no\nque tange a continuidade desta manifesta\u00e7\u00e3o na cidade de Mesquita,\natrav\u00e9s da substitui\u00e7\u00e3o da est\u00e9tica da passarela ocupada por\ncentenas de jovens vestidos de preto, por um monumento imponente de\nest\u00e9tica conservadora, visto que:<\/p>\n\n\n\n<p>A\nconstru\u00e7\u00e3o das identidades territoriais possui duas dimens\u00f5es, uma\nancorada na mem\u00f3ria coletiva, constru\u00edda em torno do passado para\nconfirmar a diferencia\u00e7\u00e3o e construir, com maior sucesso, uma\nidentidade. E outra, ancorada nos referenciais espaciais, tanto do\npassado como do presente que podem ter v\u00e1rias origens. Hasbaert,\n2007 aput BORGES, J. C. de F. e CAVALCANTE\nJR, I. G)<\/p>\n\n\n\n<p>\nSem\npossibilidades de materializar o rock no mesmo espa\u00e7o do monumento,\ninvertendo a l\u00f3gica do desconforto causado pela presen\u00e7a dos jovens\nroqueiros, para o desconforto do jovem roqueiro em um espa\u00e7o onde\nest\u00e1 materializada a simbologia dos poderes vigentes, que\nmarginalizam o oprimem esta cultura local. Essa invers\u00e3o simboliza o\napagamento da memoria de um territ\u00f3rio, atrav\u00e9s da imposi\u00e7\u00e3o de\numa paisagem que revela rela\u00e7\u00f5es de poder, e \u00e9 utilizada como\nelemento de exclus\u00e3o de uma identidade cultural roqueira\nmesquitense. O combate atrav\u00e9s da est\u00e9tica do inc\u00f4modo.<\/p>\n\n\n\n<p>\nNeste\nsentido faz-se necess\u00e1rio e urgente o registro e pesquisa sobre a\nidentidade roqueira mesquitense, que em sua exist\u00eancia interage com\nprocessos opressores, de apagamento e marginaliza\u00e7\u00e3o. Esta\nnarrativa continua sendo feita atrav\u00e9s dos constantes eventos e\nencontros promovidos por jovens roqueiros na cidade, em diferentes\nespa\u00e7os. E \u00e9 atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o desta mem\u00f3ria que se d\u00e1\nsequencia a esta constru\u00e7\u00e3o continua, carregada pelo legado da\nPassarela do Rock, nas disputas por essa territorialidade at\u00e9 os\ndias de hoje, por um rock feito em territ\u00f3rio popular.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\nALMEIDA,\n\tM. G. e RATTS, A. (org.). <em>Geografia:\n\tLeituras Culturais. <\/em>Goi\u00e2nia:\n\tAlternativa, 2003. P 266. \n\t\n\t<\/li><li>\nBORGES,\n\tJ. C. de F. e CAVALCANTE JR, I. G. Territ\u00f3rio,\n\tIdentidade e Mem\u00f3ria: Tramas conceituais para pensar a\n\tpiauiensidade).\n\t<\/li><li>\nCUCHE,\n\tD. <em>A\n\tno\u00e7\u00e3o de cultura nas Ci\u00eancias Sociais<\/em>.\n\tFlorian\u00f3polis: EdUSC, 1999. &#8211;\n\tcap. 6. \u201cCultura e Identidade\u201d \u2013 p. 175-202\n\t<\/li><li>\nCIMIERI,\n\tF. Folha de S\u00e3o Paulo, 2013. Dispon\u00edvel em: \n\t\n<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttp:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/cotidiano\/ult95u79190.shtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\nLei\n\t355 Cap IV Se\u00e7\u00e3o I Art 31: XXI. Dispon\u00edvel em:\n\t<a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/rj\/m\/mesquita\/lei-ordinaria\/2006\/35\/355\/lei-ordinaria-n-355-2006-dispoe-sobre-o-plano-diretor-participativo-no-ambito-do-municipio-de-mesquita-e-da-outras-providencias\">https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/rj\/m\/mesquita\/lei-ordinaria\/2006\/35\/355\/lei-ordinaria-n-355-2006-dispoe-sobre-o-plano-diretor-participativo-no-ambito-do-municipio-de-mesquita-e-da-outras-providencias<\/a>\n<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"http:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/Da-Passarela-do-Rock-ao-Monumento-a-Biblia_GiordanaMoreira_Lurdinha.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Clicar aqui pra baixar este artigo em .pdf (abre em uma nova aba)\">Clicar aqui pra baixar este artigo em .pdf<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Este artigo foi produzido durante a disciplina: Geografia da Cultura II, no Bacharelado em Produ\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":50,"featured_media":7733,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,7,4],"tags":[12,1031,1033,1032],"class_list":["post-7730","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","category-musica","category-opiniao","tag-baixada-fluminense","tag-cultura-baixada","tag-mesquita","tag-passarela-do-rock"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Da Passarela do Rock ao Monumento a B\u00edblia - A est\u00e9tica do inc\u00f4modo - Lurdinha - Duque de Caxias para Est\u00f4magos Fortes<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/da-passarela-do-rock-ao-monumento-a-biblia-a-estetica-do-incomodo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Da Passarela do Rock ao Monumento a B\u00edblia - A est\u00e9tica do inc\u00f4modo - Lurdinha - Duque de Caxias para Est\u00f4magos Fortes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"*Este artigo foi produzido durante a disciplina: Geografia da Cultura II, no Bacharelado em Produ\u00e7\u00e3o...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/da-passarela-do-rock-ao-monumento-a-biblia-a-estetica-do-incomodo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Lurdinha - Duque de Caxias para Est\u00f4magos Fortes\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/LurdinhadeCaxias\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-01-31T13:13:07+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2019-01-31T15:30:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/passarela-do-rock-mesquita_Giordana-Moreira.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"318\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"480\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Giordana Moreira\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Giordana Moreira\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lurdinha.org\\\/site\\\/da-passarela-do-rock-ao-monumento-a-biblia-a-estetica-do-incomodo\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lurdinha.org\\\/site\\\/da-passarela-do-rock-ao-monumento-a-biblia-a-estetica-do-incomodo\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Giordana Moreira\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lurdinha.org\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/8b9bc11c30db80b08c3a50b5638d7051\"},\"headline\":\"Da Passarela do Rock ao Monumento a B\u00edblia &#8211; 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