{"id":7716,"date":"2015-07-07T13:34:15","date_gmt":"2015-07-07T13:34:15","guid":{"rendered":"http:\/\/lurdinha.org\/site\/?p=7716"},"modified":"2019-01-25T13:35:47","modified_gmt":"2019-01-25T13:35:47","slug":"mapeamento-baixada-correndo-solta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lurdinha.org\/site\/mapeamento-baixada-correndo-solta\/","title":{"rendered":"Mapeamento Baixada Correndo Solta"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma r\u00e1pida busca na internet sobre a <a href=\"http:\/\/www.baixadafacil.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Baixada\nFluminense<\/a> apresenta, aproximadamente, 484 mil resultados, muitos\ndos quais relacionados a diversos tipos de viol\u00eancia, como roubo,\nassassinato, tiroteio e tentativa de assalto. A fim de lan\u00e7ar um\nnovo olhar sobre esta regi\u00e3o cercada de estigmas, a ex-aluna da\n<a href=\"http:\/\/www.esdi.uerj.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Escola Superior de\nDesenho Industrial<\/a> (Esdi\/Uerj), Eliane Rodrigues, se prop\u00f4s a\nmapear as iniciativas culturais independentes da Baixada,\nevidenciando sua import\u00e2ncia para a valoriza\u00e7\u00e3o das identidades\nlocais. O projeto, intitulado <strong>Baixada Correndo Solta<\/strong>,\nfaz parte do trabalho de conclus\u00e3o de curso de Elaine, que teve como\ntema a utopia. Ao todo, foram mapeadas 65 iniciativas e espa\u00e7os\nculturais&nbsp;?&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pages\/Coletivo-Fulanas-de-Tal-Baixada-Flumimense\/151584624902280?fref=ts\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fulanas\nde Tal<\/a>, <a href=\"http:\/\/mapadecultura.rj.gov.br\/manchete\/cineclube-mate-com-angu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cineclubes\nMate com Angu<\/a> e <a href=\"http:\/\/mapadecultura.rj.gov.br\/manchete\/buraco-do-getulio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco\ndo Get\u00falio<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/256378161172662\/?fref=ts\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sarau\n<\/a><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/256378161172662\/?fref=ts\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">V&nbsp;<\/a>e\n<a href=\"http:\/\/mapadecultura.rj.gov.br\/manchete\/roque-pense\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Festival\nRoque Pense<\/a>, entre outros&nbsp;?, catalogados de acordo com sua\n\u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o e expostos em um fanzine, como explica a pr\u00f3pria\nElaine na entrevista a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cultura RJ: O que te motivou a criar o &#8220;Baixada\ncorrendo solta&#8221;? Quais os principais objetivos que voc\u00ea\nprocurou alcan\u00e7ar com este mapeamento?<\/strong><br>\n<br>\n<strong>Elaine Rodrigues:<\/strong> Quando eu comecei a\nfazer projeto final da faculdade, eu j\u00e1 fazia parte do Cineclube\nBuraco do Get\u00falio e isso acabou me ajudando a&nbsp;perceber que\nexistia uma movimenta\u00e7\u00e3o cultural forte na Baixada, mas que n\u00e3o\nera muito conhecida fora daquela rede de cultura,&nbsp;principalmente,\nporque ela se encontrava fora do circuito principal de cultura do\nestado. Ent\u00e3o, a motiva\u00e7\u00e3o de fazer o projeto acabou&nbsp;sendo\nessa vontade de tornar essas a\u00e7\u00f5es vis\u00edveis e de mostrar o quanto\nelas eram leg\u00edtimas e profissionais, mesmo sendo feitas nesse&nbsp;eixo\nalternativo e independente. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m existia um desejo de\nexpor a contribui\u00e7\u00e3o que essas a\u00e7\u00f5es acabam tendo na&nbsp;constru\u00e7\u00e3o\nde uma nova rela\u00e7\u00e3o que as pessoas t\u00eam com as suas cidades e seus\nbairros. Aos poucos, essas a\u00e7\u00f5es v\u00e3o desconstruindo&nbsp;uma\nnarrativa negativa ligada a Baixada e v\u00e3o produzindo novas\nidentidades culturais, com mais afeto e beleza.&nbsp;As motiva\u00e7\u00f5es\nacabaram desenhando os objetivos do projeto, que eram: dar\nvisibilidade \u00e0s produ\u00e7\u00f5es culturais locais e independentes\nna&nbsp;Baixada, registrar esse panorama cultural, reconhec\u00ea-las\ncomo leg\u00edtimas, evidenciar a relev\u00e2ncia delas no contexto local e\nexpor a for\u00e7a da&nbsp;rede e a autonomia das iniciativas. &nbsp; &nbsp;&nbsp;\n&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>Cultura RJ:\nComo voc\u00ea chegou a esse t\u00edtulo?<\/strong>&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong>\nAcho que antes de tudo, essas a\u00e7\u00f5es auxiliam muito na valoriza\u00e7\u00e3o\ndos elementos culturais comuns na Baixada e &#8220;correndo solta&#8221;\n\u00e9 uma&nbsp;g\u00edria bem comum por aqui, ent\u00e3o eu quis trazer um pouco\ndesses elementos para o nome tamb\u00e9m. Ela usada quando se quer dar\num&nbsp;sentido de algo que \u00e9 muito intenso, muito movimentado e era\nessa a minha inten\u00e7\u00e3o ao falar do movimento cultural da Baixada.\nAo&nbsp;mesmo tempo, o termo tamb\u00e9m d\u00e1 uma no\u00e7\u00e3o de liberdade, de\n&#8220;correr solto&#8221; e que tamb\u00e9m daria conta da caracter\u00edstica\naut\u00f4noma&nbsp;dessas a\u00e7\u00f5es. &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>Cultura RJ: Como voc\u00ea come\u00e7ou a se\nenvolver com os cineclubes e essas produ\u00e7\u00f5es?<\/strong>&nbsp;&nbsp;\n<br>\n<strong>ER:<\/strong> Na verdade, entrei no cineclube no in\u00edcio\n2013, mas o conheci em 2012. Quando conheci, fiquei surpresa por ter\nesse tipo de iniciativa&nbsp;em Nova Igua\u00e7u, existindo h\u00e1 6 anos e\neu nunca tinha ouvido falar. Eu fui apresentada por um namorado, que,\nna \u00e9poca,&nbsp;fazia parte do coletivo. A gente acabou terminando,\nmas como eu tinha ficado amiga da Luana e do Bion (fundadores do\nBuraco) e eles&nbsp;estavam precisando de algu\u00e9m que pudesse fazer\nas artes de divulga\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es, eles acabaram me convidando\npara fazer parte do&nbsp;coletivo.&nbsp;O meu envolvimento foi se\ndando a cada sess\u00e3o, porque como o Buraco n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um cineclube,\nele tamb\u00e9m abre espa\u00e7o para outras&nbsp;linguagens art\u00edsticas,\nisso permite que muitos artistas se apresentem. E esses artistas da\nBaixada se caracterizam por tamb\u00e9m serem&nbsp;produtores, ou seja,\nele \u00e9 poeta e tamb\u00e9m produz um sarau em Nil\u00f3polis, por exemplo.\nEnt\u00e3o, sempre que ia ao Buraco, eu era&nbsp;apresentada a novas\na\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios lugares da Baixada, e isso foi me surpreendendo! E\nconforme eu ia conhecendo cada a\u00e7\u00e3o, ficava&nbsp;mais impressionada\ncom as caracter\u00edsticas delas tamb\u00e9m. Em geral, com poucos recursos,\ncarregadas de personalidade&nbsp;est\u00e9tica, produzidas com muito\ncarinho e por meio de parcerias. Isso tudo foi me dando orgulho de\nser da Baixada e de saber que existem&nbsp;esses produtores incr\u00edveis\nquerendo produzir aqui, nas suas cidades. &nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;\n&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>Cultura RJ: De que forma esse\nenvolvimento pessoal foi importante para o desenvolvimento do seu\ntrabalho de conclus\u00e3o de curso?<\/strong>&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong>Foi\nfundamental. No in\u00edcio, para compreender que se tratava de um\nmovimento cultural era preciso esse olhar de dentro da rede, ou\nseja,&nbsp;era preciso estar envolvido com essas produ\u00e7\u00f5es e para\nreconhecer a import\u00e2ncia delas na Baixada, foi essencial ser\nmoradora daqui.&nbsp;E para o desenvolvimento do projeto, foi\nimportante porque eu conhecia poucas iniciativas e poucas pessoas no\nin\u00edcio do pesquisa. O Bion&nbsp;me falou das primeiras iniciativas\nque eu mapeei e depois foi me indicando com quem eu deveria conversar\nsobre o meu projeto. E cada&nbsp;pessoa nova que eu conversava, me\nindicava outras iniciativas, outras pessoas e tamb\u00e9m contribu\u00eda com\nalguma percep\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9&nbsp;fazer cultura na\nBaixada.&nbsp;Frequentar as produ\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foi muito\nsignificativo, n\u00e3o s\u00f3 para conhecer os produtores pessoalmente mas\npara entender como s\u00e3o&nbsp;as a\u00e7\u00f5es pessoalmente tamb\u00e9m. &nbsp;\n&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; <br>\n<strong><br>\nCultura\nRJ: O seu trabalho se desenvolveu a partir do tema utopia. Para voc\u00ea,\ncomo a utopia se relaciona \u00e0 Baixada e a seus movimentos\nculturais&nbsp;de resist\u00eancia?<\/strong>&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong>\nEu acredito muito na afirma\u00e7\u00e3o de que a utopia serve para caminhar,\ndo Fernando Birri, acho que essa seja a grande fun\u00e7\u00e3o dela,\nfazer&nbsp;com que as pessoas acreditem que existam outras\npossibilidades de vida melhores e que busquem essa mudan\u00e7a, mesmo\nque as&nbsp;condi\u00e7\u00f5es a torne imposs\u00edvel.&nbsp;Para fazer cultura\nna Baixada \u00e9 necess\u00e1rio uma grande dose de utopia, porque \u00e9 tudo\nmuito dif\u00edcil. \u00c9 preciso acreditar em algo maior para&nbsp;produzir\numa a\u00e7\u00e3o sem dinheiro, sem apoio, sem estrutura. As a\u00e7\u00f5es nascem\ndessa vontade de fazer algo que possa algum dia gerar&nbsp;alguma\nmudan\u00e7a local e resistem acreditando que elas s\u00e3o importantes para\nconstruir uma nova narrativa sobre Baixada.&nbsp;Sinceramente,\nacredito que elas conseguem fazer, nesse quase trabalho de\nformiguinha, uma transforma\u00e7\u00e3o na forma de se olhar para a&nbsp;Baixada\ne para a periferia.&nbsp;&nbsp; &nbsp; <br>\n<strong>Cultura RJ:\nMuitas vezes, a vis\u00e3o que se tem da Baixada Fluminense se resume \u00e0\nviol\u00eancia divulgada pela m\u00eddia. Como voc\u00ea v\u00ea isso, quando&nbsp;existem\ntantos movimentos e coletivos atuando na regi\u00e3o, como o mapeamento\nprocurou mostrar?<\/strong>&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong>\nInfelizmente, a m\u00eddia colabora muito para a estigmatiza\u00e7\u00e3o da\nBaixada como um lugar violento. A Baixada Fluminense tem\nin\u00fameros&nbsp;problemas e um deles \u00e9 a viol\u00eancia, mas essa n\u00e3o \u00e9\na caracter\u00edstica que define o que \u00e9 essa regi\u00e3o. Assim, eu\nacredito que o que essas&nbsp;a\u00e7\u00f5es culturais fazem \u00e9 justamente\ndisputar com essa constru\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, criando outras narrativas\nposs\u00edveis, como diz o Jorge Luiz&nbsp;Barbosa. Elas n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3\nquerendo fazer uma roda de rap na pra\u00e7a, por exemplo, elas tamb\u00e9m\nquerem falar que ali tem arte, que tem&nbsp;pessoas produzindo\nm\u00fasica, artes visuais, filmes, enfim, que existem muitas Baixadas\ndentro da Baixada.&nbsp;E quando eu consigo reunir essas iniciativas\ne mostro para algu\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 daqui o quanto esse movimento\ncultural \u00e9 intenso, acho que&nbsp;eu tamb\u00e9m estou colaborando com\nesse outro discurso sobre a Baixada.&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>CulturaRJ: Como voc\u00ea procurou\nestruturar o mapeamento? Pode falar um pouco sobre as fases de\nprodu\u00e7\u00e3o?<\/strong>&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong> O\nmapeamento se dividiu em duas partes: a primeira, que nomeei como\n&#8220;Cat\u00e1logo&#8221;, \u00e9 centrada na identifica\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es\nculturais, no&nbsp;levantamento de dados b\u00e1sicos delas e na\nclassifica\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e cataloga\u00e7\u00e3o das mesmas; e a\nsegunda, que chamei de &#8220;An\u00e1lise de&nbsp;dados&#8221;, \u00e9\ndedicada a relacionar os dados obtidos na etapa anterior com outros\ngovernamentais sobre as cidades e cultura.&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>CulturaRJ: Ao longo do\ndesenvolvimento da pesquisa, voc\u00ea percebeu tra\u00e7os em comum no\npanorama cultural da Baixada? Quais?<\/strong>&nbsp;&nbsp;\n<br>\n<strong>ER:<\/strong>&nbsp;Percebi que as iniciativas tinham\nalgumas caracter\u00edsticas em comum, como por exemplo, a atua\u00e7\u00e3o de\nalguns coletivos em uma cidade,&nbsp;mas com alguns dos seus\nintegrantes sendo moradores de outras, a atua\u00e7\u00e3o de algumas pessoas\nem mais de um coletivo ou a\u00e7\u00e3o, a&nbsp;apropria\u00e7\u00e3o, por parte da\niniciativas, de alguns locais como espa\u00e7os culturais e uma\nresignifica\u00e7\u00e3o do seu uso, a comprova\u00e7\u00e3o da&nbsp;exist\u00eancia uma\nrede de colabora\u00e7\u00e3o entre essas iniciativas, um grande aglomerado\nde iniciativas que surgem no governo do presidente&nbsp;Lula, e nesse\ncaso, acaba sugerindo que o projeto de pontos de cultura, do\nMinist\u00e9rio da Cultura, pode ter contribu\u00eddo para o\naparecimento&nbsp;dessas produ\u00e7\u00f5es. &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;\n<br>\n<strong>CulturaRJ: Ao todo, foram encontradas 93 iniciativas e\nespa\u00e7os culturais, como voc\u00ea mesma diz no trabalho, mas voc\u00ea optou\npor mapear 65 delas.&nbsp;O que motivou essa escolha? Poderia\ncomentar um pouco sobre as iniciativas escolhidas?<\/strong>&nbsp;&nbsp;\n<br>\n<strong>ER:<\/strong> Quando eu comecei o projeto, eu buscava\napenas por duas caracter\u00edsticas: uma era de que deveriam acontecer\nna Baixada e a outra, de&nbsp;que seriam independentes. Entretanto,\nfalar sobre independ\u00eancia na cultura \u00e9 muito delicado porque ela\nest\u00e1 sempre sujeita a&nbsp;interpreta\u00e7\u00e3o de cada coletivo ou de\ncada pessoa. Ent\u00e3o, a minha co-orientadora, B\u00e1rbara Szaniecki,\nachou que seria importante eu deixar&nbsp;claro como eu estava\ninterpretando esse crit\u00e9rio. Ele, ent\u00e3o, adquiriu os seguinte\nsentidos: 1) autonomia nas decis\u00f5es no gerenciamento&nbsp;das\niniciativas; 2) O surgimento das iniciativas deveriam ter vindo de\nmoradores, buscando suprir algum tipo de car\u00eancia cultural local; 3)\nAs&nbsp;produ\u00e7\u00f5es deveriam ser uma tentativa de n\u00e3o reproduzir os\nmesmos mecanismos da ind\u00fastria cultural, tanto pela forma de\nproduzir as&nbsp;a\u00e7\u00f5es culturais quanto pela rela\u00e7\u00e3o entre as\nmesmas e seu p\u00fablico.&nbsp;Ao longo da constru\u00e7\u00e3o do projeto, eu\nfui me deparando com uma quantidade muito grande de a\u00e7\u00f5es culturais\nque j\u00e1 n\u00e3o se&nbsp;assemelhavam tanto entre si e que eu n\u00e3o iria\nconseguir dar conta, sozinha e pelo tempo que eu tinha, de alcan\u00e7ar\ntodos os tipos de&nbsp;produ\u00e7\u00f5es culturais da Baixada, ent\u00e3o\npensei em outros crit\u00e9rios que pudessem admitir pelo menos a maioria\ndas a\u00e7\u00f5es que eu j\u00e1 havia&nbsp;mapeado. Alguns desses crit\u00e9rios\nforam: que fossem a\u00e7\u00f5es urbanas e voltadas para a juventude, que\ntrabalhassem na valoriza\u00e7\u00e3o de&nbsp;artistas locais e que fossem\ngratuitas para o p\u00fablico.&nbsp;Por fim, algumas dessas 93 ficaram de\nfora por falta de informa\u00e7\u00f5es.&nbsp;E aquelas que eu nem consegui\nconhecer a tempo do projeto, provavelmente, foi por se tratarem de\na\u00e7\u00f5es muito locais ou por terem tido&nbsp;uma vida curta ou por\nestarem fora da minha rede de contato.&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;\n&nbsp; &nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>CulturaRJ: O projeto gr\u00e1fico\ntamb\u00e9m fazia parte do trabalho final, e voc\u00ea escolheu o fanzine,\numa forma de comunica\u00e7\u00e3o muito utilizada na&nbsp;Baixada. Como voc\u00ea\nprocurou estruturar esse fanzine? Que aspectos escolheu destacar?<\/strong>&nbsp;&nbsp;\n&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong> No\nfinal do mapeamento, eu tinha conseguido muita informa\u00e7\u00e3o sobre\nessas produ\u00e7\u00f5es e ela precisava estar reunida e integrada num&nbsp;mesmo\nsuporte, e ainda de forma clara e simples. Eu tentei dar um aspecto\nmais did\u00e1tico \u00e0 leitura dos resultados do mapeamento, assim, dividi\no fanzine em 3 cap\u00edtulos: no primeiro (&#8220;Cada&nbsp;um na sua&#8221;)\ns\u00e3o apresentadas as informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas envolvidas na pesquisa,\ncomo as cidades da Baixada, os coletivos envolvidos, os&nbsp;tipos de\nexpress\u00f5es culturais mapeados; no segundo (&#8220;Geral junto e\nmisturado&#8221;) encontram-se os cruzamentos de dados feitos entre\nas&nbsp;informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e mais alguns dados retirados do\ncat\u00e1logo ou outros sobre cultura; no terceiro (&#8220;Caderno de\nGeral&#8221;) h\u00e1 um cat\u00e1logo&nbsp;com as informa\u00e7\u00f5es completas\nsobre cada iniciativa mapeada.&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>Cultura RJ: Para voc\u00ea, como o\ndesign, aliado a diferentes formas de comunica\u00e7\u00e3o, pode ajudar a\nlan\u00e7ar luz sobre estas e outras manifesta\u00e7\u00f5es&nbsp;culturais mais\nlocais?<\/strong>&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n<br>\n<strong>ER:<\/strong> Acho que o design pode ter um papel\nimportante na democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, pensando em\npossibilidades que possam ajudar as&nbsp;pessoas a n\u00e3o apenas\nacessarem e compreenderem qualquer tipo de conhecimento, mas tamb\u00e9m\na auxili\u00e1-las na produ\u00e7\u00e3o e&nbsp;disponibiliza\u00e7\u00e3o desse\nconhecimento de forma aut\u00f4noma. Ou seja, pensar em recursos para que\nas pessoas consigam revelar e&nbsp;compartilhar, elas pr\u00f3prias para\no mundo, as particularidades dos seus bairros e das suas cidades. &nbsp;\n&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>\n&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>\n<strong>Cultura\nRJ: Como tem sido a recep\u00e7\u00e3o dos artistas locais ao mapeamento?<\/strong>&nbsp;\n&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong> Tem\nsido muito bom. \u00c9 sempre enriquecedor conversar com os produtores e\nartistas. Eu sei o quanto o trabalho foi grande, mas cada vez que\nconverso sobre ele, percebo que ainda \u00e9 muito simples. Sempre que\nconverso&nbsp;com algu\u00e9m, sinto isso que ele deveria ter sido mais.\nEle j\u00e1 \u00e9 importante, mas ele deveria ter desdobramentos. Ou\u00e7o que\nele n\u00e3o poderia&nbsp;ficar restrito a um trabalho de faculdade,\nporque um mapeamento cultural \u00e9 um instrumento importante para se\npensar em pol\u00edticas&nbsp;p\u00fablicas para a cultura. Enfim, conversar\nsobre ele \u00e9 sempre instigante e provocador.&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;\n&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>Cultura RJ: Quais s\u00e3o\nseus pr\u00f3ximos planos?<\/strong>&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong>\nPenso em dar continuidade a esse projeto de mapeamento, mas com\noutros m\u00e9todos menos centralizados, mais colaborativo.&nbsp;Inclusive,\nsei que existe um projeto assim em andamento com o pessoal do\nCineclube Mate com Angu, ent\u00e3o, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 pensar nisso&nbsp;junto\ncom eles.&nbsp;Existem outros projetos que se relacionam com\nidentidade, afeto e cidades da Baixada, mas isso ainda est\u00e1 bem no\nin\u00edcio.&nbsp;E continuar produzindo o Buraco, pensar na comemora\u00e7\u00e3o\nde dez anos e em outros planos de produ\u00e7\u00e3o cultural por aqui.&nbsp;&nbsp;\n&nbsp;&nbsp; <br>\n<strong><br>\nCultura RJ: Algo mais que queira\ndestacar?<\/strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; <br>\n<strong>ER:<\/strong>\nAcho que s\u00f3 tenho que agradecer imensamente a esses produtores\nincr\u00edveis da Baixada, pela dedica\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia e amor que eles\nt\u00eam&nbsp;pelo que fazem e pela inspira\u00e7\u00e3o que s\u00e3o para mim. E a\nminha orientadora, Zoy Anastassakis, pelo est\u00edmulo e pela confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Entrevista: Danielle Veras para o portal Cultura.RJ<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"300\" src=\"http:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/elaine_rodrigues-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7718\" srcset=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/elaine_rodrigues-1.jpg 425w, https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/elaine_rodrigues-1-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption>Elaine Rodrigues<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"324\" src=\"http:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/baixada-plural.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7719\" srcset=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/baixada-plural.jpg 500w, https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/baixada-plural-300x194.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma r\u00e1pida busca na internet sobre a Baixada Fluminense apresenta, aproximadamente, 484 mil resultados, muitos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7719,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[121,5],"tags":[1026,12,210,1028,1027],"class_list":["post-7716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-download","category-umaboa","tag-baixada-correndo-solta","tag-baixada-fluminense","tag-cultura","tag-elaine-rodrigues","tag-mapeamento-cultura-baixada"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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