{"id":11539,"date":"2024-04-30T02:40:36","date_gmt":"2024-04-30T02:40:36","guid":{"rendered":"https:\/\/lurdinha.org\/site\/?p=11539"},"modified":"2026-02-09T22:35:45","modified_gmt":"2026-02-09T22:35:45","slug":"inventando-terreiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lurdinha.org\/site\/inventando-terreiros\/","title":{"rendered":"INVENTANDO TERREIROS"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"western\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">INVENTANDO TERREIROS<\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Lembremos que os terreiros s\u00e3o as sa\u00eddas t\u00e1ticas, a partir da pr\u00e1tica do tempo\/espa\u00e7o por aqueles que rasuram as l\u00f3gicas da desterritorializa\u00e7\u00e3o e da aniquila\u00e7\u00e3o. Dessa forma, a experi\u00eancia do desterro se d\u00e1 via retirada compuls\u00f3ria e tamb\u00e9m pelas vias de descredibiliza\u00e7\u00e3o do ser e de seus saberes enquanto possibilidades. Para a maioria dos seres que n\u00e3o repousaram nas cadeiras dos privil\u00e9gios arranjadas sobre os alpendres da Casa Grande, resta inventar terreiros como ato de desobedi\u00eancia, transgress\u00e3o e continuidade. <\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>(SIMAS e RUFINO, 2019, p.78)<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A experi\u00eancia de desterro \u00e9 uma heran\u00e7a legada por parte da popula\u00e7\u00e3o migrante que passou a habitar o munic\u00edpio de Duque de Caxi<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">as a partir de meados do s\u00e9culo XX. Tem sido tamb\u00e9m uma experi\u00eancia compartilhada h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es por seus habitantes, forjada nessa \u201cdescredibiliza\u00e7\u00e3o do ser e de seus saberes enquanto possibilidades\u201d, \u00e0 qual referem-se Simas e Rufino. No enfrentamento a essas formas de desterro, recriar e ressignificar territ\u00f3rios tem sido uma pr\u00e1tica que atravessa essas gera\u00e7\u00f5es. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><a name=\"_GoBack\"><\/a> <span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Como Jo\u00e3ozinho da Gomeia, no final da d\u00e9cada de 1940, uma leva de migrantes saiu de suas \u201cterras\u201d de origem trazendo em seus corpos saberes e pr\u00e1ticas que plantaram nesse novo ch\u00e3o que passaram a habitar, onde a expans\u00e3o da infraestrutura urbana (\u00e1gua, esgoto, eletricidade, cal\u00e7amento, hospitais, escolas, equipamentos de cultura e lazer&#8230;) n\u00e3o crescia na mesma propor\u00e7\u00e3o que a popula\u00e7\u00e3o e era distribu\u00edda de forma desigual. Os desfavorecidos \u2013 majoritariamente \u201cnegros e pardos\u201d, provenientes do nordeste \u2013 buscaram nesses saberes e pr\u00e1ticas ferramentas para lidar com suas demandas cotidianas (BRAZ e ALMEIDA, 2019). Parteiras, rezadeiras, ervas medicinais, simpatias, capoeiras, quadrilhas, folias de reis, repentes, feiras livres, mutir\u00f5es&#8230; foram alguns desses saberes e pr\u00e1ticas enraizados naquele territ\u00f3rio. Nesse contexto, muitos terreiros, como a Gomeia, tornaram-se espa\u00e7os de circula\u00e7\u00e3o desses saberes, promovendo o acolhimento a essa popula\u00e7\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No per\u00edodo em que comandou a Gomeia, Jo\u00e3o \u201cassociou-se \u00e0 Sociedade Pr\u00f3-Melhoramentos da Vila Leopoldina, contribuindo financeiramente para os investimentos de melhoria no bairro\u201d (SOUZA, 2002, p.194) e manteve uma escola prim\u00e1ria gratuita para trinta crian\u00e7as. Seu terreiro foi utilizado como espa\u00e7o para campanha de vacina\u00e7\u00e3o e Seu Jo\u00e3o era procurado para solucionar problemas diversos da vizinhan\u00e7a, dos financeiros aos de sa\u00fade f\u00edsica e emocional. Al\u00e9m de servir como op\u00e7\u00e3o de sociabilidade e frui\u00e7\u00e3o art\u00edstica, n\u00e3o s\u00f3 para essa vizinhan\u00e7a, mas para moradores de outros bairros, em dias de festas. O artista, intelectual e ativista negro Abdias do Nascimento conheceu a Gomeia rec\u00e9m-instalada em Duque de Caxias, cidade onde morou na juventude (ALMADA, 2009, p.57). Em 1949, publicou no jornal <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Quilombo: vida, problemas e aspira\u00e7\u00f5es do negro &#8211; <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">que fazia parte do conjunto de experi\u00eancias desenvolvidas pelo Teatro Experimental do Negro (TEN), fundado por Abdias em 1944 \u2013 uma reportagem ilustrada intitulada <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>S\u00e3o Jo\u00e3o no Quilombo de Caxias<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, na qual esse sentido do Terreiro da Gomeia \u2013 como espa\u00e7o religioso, mas tamb\u00e9m de sociabilidade, cultura e lazer para uma popula\u00e7\u00e3o predominantemente negra &#8211; \u00e9 refor\u00e7ado:<\/span><\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">A pequena cidade do Estado do Rio, Caxias se transformara num grande, imenso quilombo. Seu povo \u00e9 todo negro. Cada fundo de casa \u00e9 um \u201cterreiro\u201d, em cada encruzilhada se topa com um despacho pra Ex\u00fa. N\u00e3o \u00e9 sem motivo que j\u00e1 se chamam Caxias de Roma sem torres de igrejas&#8230; \u00c9 um dos raros lugares onde o negro ainda pode usar o direito de praticar seu culto sem ser aborrecido pela pol\u00edcia. Exceto a Bahia, em nenhuma outra cidade do Brasil se exerce com tanto fervor o culto dos \u201cOrix\u00e1s\u201d que nossos antepassados trouxeram da \u00c1frica.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Era dia de S\u00e3o Jo\u00e3o em Caxias. Os terreiros embandeirados; o lugar dos atabaques ocupados pelos m\u00fasicos, a sanfona em primeiro plano chorando os amores de Galati pela \u201cFrancana\u201d, mais tarde, crismada de \u201cSaudades do Mat\u00e3o\u201d. Nos \u201cCartolinhas de Caxias\u201d<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a> a festa transcorreu<\/span> <span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">animad\u00edssima. Houve o tradicional casamento na ro\u00e7a, foguet\u00f3rios, o p\u00f3 dourando a carapina da negrada, que nem ligava&#8230; Dansamos tamb\u00e9m no terreiro do famoso pai-de-santo Jo\u00e3osinho da Gom\u00e9a, que apesar de ser filho de Ox\u00f3sse, \u00e9 um fervoroso devoto de S\u00e3o Jo\u00e3o<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\"><sup>2<\/sup><\/a>.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> A reportagem \u00e9 ilustrada por uma foto de Jo\u00e3o vestido de \u201ccaipira\u201d, com uma legenda que ressalta a aus\u00eancia de elementos religiosos na imagem: \u201cABAIXO OS \u2018ORIX\u00c1S\u2019 E VIVA S\u00c3O JO\u00c3O: JO\u00c3OSINHO DA GOMEIA tirou as roupas de Ians\u00e3 e foi o caipira mais sanjuanesco da festa.\u201d<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\"><sup>3<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_11541\" aria-describedby=\"caption-attachment-11541\" style=\"width: 619px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11541 size-full\" src=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/Sao-Joao-no-Quilombo-de-Caxias.jpg\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"832\" srcset=\"https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/Sao-Joao-no-Quilombo-de-Caxias.jpg 619w, https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/Sao-Joao-no-Quilombo-de-Caxias-223x300.jpg 223w, https:\/\/lurdinha.org\/site\/wp-content\/uploads\/Sao-Joao-no-Quilombo-de-Caxias-610x820.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11541\" class=\"wp-caption-text\">Seu Jo\u00e3o no S\u00e3o Jo\u00e3o. Reportagem do jornal Quilombo: vida, problemas e aspira\u00e7\u00f5es do negro, Rio de Janeiro, n\u00ba 4, p.12, 1949. Fonte: Acervo IPEAFRO.<\/figcaption><\/figure>\n<p align=\"justify\"><a name=\"_Toc90743742\"><\/a> <b><\/b><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Sandra Almada (2009) conta que foi nessa circula\u00e7\u00e3o de Abdias por terreiros de Caxias que este conheceu e tornou-se amigo de Jo\u00e3ozinho da Gomeia e tamb\u00e9m do poeta, pintor, ator, teatr\u00f3logo e ativista pol\u00edtico Solano Trindade. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Bem pr\u00f3xima ao Terreiro da Gomeia, no bairro Itatiaia, a casa de Solano Trindade tamb\u00e9m expressava elementos desse \u201cQuilombo\u201d que Abdias via em Caxias. Essa casa no n\u00ba 166 da Rua Itacolomi<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote4sym\" name=\"sdfootnote4anc\"><sup>4<\/sup><\/a> &#8211; onde Solano viveu durante as d\u00e9cadas de 1940 e 1950<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote5sym\" name=\"sdfootnote5anc\"><sup>5<\/sup><\/a> com sua primeira esposa Margarida<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote6sym\" name=\"sdfootnote6anc\"><sup>6<\/sup><\/a> e os quatro filhos do casal &#8211; foi tamb\u00e9m um espa\u00e7o de sociabilidade entre produtores de diversas express\u00f5es art\u00edsticas e compartilhamento de saberes que o casal trouxe de Pernambuco. O jornalista e escritor Eldemar de Souza &#8211; que conheceu Solano no final da d\u00e9cada de 1960 no munic\u00edpio paulistano de Embu das Artes e artistas que conviveram com ele em Caxias &#8211; relata que nessa casa da Itatiaia: \u201centre outras atividades, discutiram-se a cria\u00e7\u00e3o do c\u00e9lebre Teatro Popular Brasileiro<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote7sym\" name=\"sdfootnote7anc\"><sup>7<\/sup><\/a> e a funda\u00e7\u00e3o da Escola de Samba Unidos de Duque de Caxias, que estreou em 1949, com o enredo Maracatu de sua autoria\u201d (SOUZA, 2008, p.25). A historiadora Maria do Carmo Greg\u00f3rio (2005) traz mais detalhes sobre essa movimenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica na casa de Solano e Margarida:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Os ensaios do Teatro Popular Brasileiro eram realizados, no decorrer da semana, na rua da Constitui\u00e7\u00e3o, na sede da ABI. No domingo, a festa acontecia na resid\u00eancia de Solano Trindade em Duque de Caxias, onde eram organizados eventos visando a angariar recursos para o financiamento dos espet\u00e1culos folcl\u00f3ricos.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Nos espet\u00e1culos folcl\u00f3ricos, eram apresentados: autos dram\u00e1ticos, pantomimas, dan\u00e7as e cantos do \u201cpopul\u00e1rio\u201d brasileiro, como bumba meu boi, maracatu, Candombl\u00e9, preg\u00f5es, tipos populares do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, frevo, caboclinhas, pastoril e outros. (GREG\u00d3RIO, 2005, p.98).<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Nessa casa da fam\u00edlia Trindade, como no Terreiro da Gomeia, circulavam pessoas de diferentes classes sociais, como ressalta o escritor Guilherme Peres<\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, a partir de um texto de Barboza Leite, artista de origem cearense, que mudou-se do Rio para Caxias por interm\u00e9dio do amigo Solano (AMARO ALMEIDA, 2019, p.125): <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">[&#8230;] reunindo gente humilde \u201cartes\u00e3os, serventes de obras, para ministrar-lhe aula de teatro, pintura ou folclore; aulas de vida que reuniam em sua casa embaixadores e oper\u00e1rios, escritores e magistrados, pintores e poetas, soci\u00f3logos e pol\u00edticos.\u201d (PERES, 2008, p.23).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A partir de uma leitura do mundo que cruza sua condi\u00e7\u00e3o de homem negro e pobre em uma perspectiva comunista, Solano foi um criador art\u00edstico engajado e em constante di\u00e1logo com os territ\u00f3rios para onde sua vida n\u00f4made o levou. Em Caxias se relacionou com jovens artistas e intelectuais que criaram em 1957 uma breve, mas frut\u00edfera experi\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o de um jornal mensal chamado <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>O Grupo<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Sob a supervis\u00e3o de Barboza Leite, o jornal recebeu, em uma de suas primeiras edi\u00e7\u00f5es, o texto \u201cCaxias: Bahia sem 365 igrejas\u201d, em que Solano se despedia da cidade onde viveu durante os anos de sua mais intensa produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica (PERES, 2008): <\/span><\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Caxias \u00e9 para mim um amor&#8230;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">\u00c9 como menina-mo\u00e7a, mal vestida, de m\u00e1 fama, mas que agrada ao poeta, pelo lacinho azul que tr\u00e1s na cabe\u00e7a&#8230;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">\u00c9 uma nova Bahia. Faltam-lhe as trezentos e sessenta e cinco igrejas. Mas o resto Caxias tem: um popul\u00e1rio rico e maravilhoso&#8230;<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">N\u00e3o tem biblioteca, n\u00e3o tem teatro, n\u00e3o tem uma organiza\u00e7\u00e3o cultural, por\u00e9m, j\u00e1 se tornou uma cidade que atrai turistas e estudiosos pela beleza de seu folclore.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Nesta cidade sem luz e sem cal\u00e7amento estiveram nomes internacionais como Barrault, Malsine, Sablon, Gianini e diversos estudiosos americanos, ingleses, franceses, russos, checos, poloneses, chineses, haitienses, cubanos e at\u00e9 brasileiros como o Ant\u00f4nio Maria, An\u00edbal Machado, Vanja Orico, Bruno Giorgi, Di Cavalcanti e outros.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Todos esses elementos cultos vieram a Caxias, para ver as suas folias de reis no ciclo natalino, os seus calangos no ciclo junino, os seus sambas no ciclo carnavalesco e as suas macumbas e Candombl\u00e9s espalhados na cidade.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">\u00c9 a beleza do folclore caxiense que faz t\u00f4da essa gente enfrentar a lama, os buracos, a escurid\u00e3o e at\u00e9 o perigo dos assaltos.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Marcel Gautherot enfrentando uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos, fotografou em colorido as folias de reis e vai expor em Paris o seu maravilhoso trabalho, e assim Caxias ser\u00e1 apresentada \u00e0 cidade Luz.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Edson Carneiro estudou, gravou e filmou diversas dan\u00e7as caxienses e sobre elas t\u00eam feito confer\u00eancias pelo Brasil, o que muito valoriza a nossa cidade.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Na Europa se fala em Caxias, n\u00e3o pelos seus crimes, mas pelo seu popul\u00e1rio que empolga pelo colorido e musicalidade. (<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><i>O GRUPO<\/i><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">, Duque de Caxias, Junho de 1957).<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Solano segue no texto mencionando os trabalhos art\u00edsticos de Margarida Trindade, Barbosa Leite e dos jovens do jornal <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>O Grupo<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, finalizando com uma cobran\u00e7a \u00e0 Prefeitura por investimentos no turismo local focados no folclore.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Jo\u00e3o, Solano e Abdias compartilharam o tempo &#8211; <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">as d\u00e9cadas de 1940 e 1950, \u201cos anos dourados da modernidade da cultura negra da di\u00e1spora\u201d, segundo o pesquisador Spirito Santo <a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote8sym\" name=\"sdfootnote8anc\"><sup>8<\/sup><\/a> &#8211; <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> espa\u00e7os \u2013 entre Caxias e o Rio de Janeiro &#8211; e aspira\u00e7\u00f5es criativas de \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o\u201d de saberes e fazeres de origem africana<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote9sym\" name=\"sdfootnote9anc\"><sup>9<\/sup><\/a><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Nesse movimento, legaram para as gera\u00e7\u00f5es futuras uma intensa produ\u00e7\u00e3o de express\u00f5es culturais negras em contexto urbano, como o teatro, a poesia, a dan\u00e7a, a arte religiosa e o carnaval, que re\u00fane todas essas linguagens. Al\u00e9m desse legado, sinalizaram caminhos para um tipo de produ\u00e7\u00e3o coletiva a partir de territ\u00f3rios alimentados por uma intensa circula\u00e7\u00e3o de seus agentes e dos fluxos culturais que mobilizam. Se entre os tr\u00eas, apenas Abdias chegou com seu corpo carnal ao s\u00e9culo XXI, esses sinais que legaram est\u00e3o cada vez mais vis\u00edveis, especialmente para aqueles que, como eles, \u201c<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">n\u00e3o repousaram nas cadeiras dos privil\u00e9gios arranjadas sobre os alpendres da Casa Grande\u201d e precisam \u201cinventar terreiros\u201d (SIMAS, 2019, p.78).<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> H\u00e1 algumas pesquisas recentes que desenvolvem melhor as informa\u00e7\u00f5es aqui apresentadas de forma sucinta. Para tal, consultar a colet\u00e2nea de artigos sobre carater\u00edsticas do territ\u00f3rio e da popula\u00e7\u00e3o caxiense organizada por TENREIRO (2016) e a pesquisa de AMARO ALMEIDA (2019) com a obra e a trajet\u00f3ria do artista e ativista cultural Barbosa Leite, que viveu no munic\u00edpio entre as d\u00e9cadas de 1950 e 1990. <\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote2\">\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #4472c4;\"><span style=\"font-size: small;\"><b><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote2sym\">2<\/a><\/b><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"> Jornal <\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><i>Quilombo: vida, problemas e aspira\u00e7\u00f5es do negro<\/i><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">, <\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Rio de Janeiro, n\u00ba 4, p.12, 1949. Fonte: Acervo digital do IPEAFRO. Dispon\u00edvel em:<\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #4472c4;\"> <span style=\"font-size: small;\"><span style=\"color: #0563c1;\"><u><a href=\"https:\/\/issuu.com\/institutopesquisaestudosafrobrasile\/docs\/jornal_quilombo_ano_i_n4\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">https:\/\/issuu.com\/institutopesquisaestudosafrobrasile\/docs\/jornal_quilombo_ano_i_n4<\/span><\/span><\/a><\/u><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">. Consulta em 01\/08\/2020.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote3\">\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote3anc\" name=\"sdfootnote3sym\">3<\/a><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Idem.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote4\">\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote4anc\" name=\"sdfootnote4sym\">4<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Informa\u00e7\u00e3o obtida no document\u00e1rio <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>O vento forte do levante<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> dirigido por Rodrigo Dutra em 2011. <\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote5\">\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote5anc\" name=\"sdfootnote5sym\">5<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Segundo Greg\u00f3rio (2005), Solano morou em Caxias de 1943 a 1957, quando, j\u00e1 separado de Margarida, mudou-se para S\u00e3o Paulo.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote6\">\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote6anc\" name=\"sdfootnote6sym\">6<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Margarida Trindade teve um papel de destaque nos empreendimentos art\u00edsticos liderados por Solano. Tanto que ap\u00f3s a mudan\u00e7a de Solano para S\u00e3o Paulo manteve, junto a seus filhos, o seu envolvimento com as artes. Tamb\u00e9m envolveu-se, atrav\u00e9s das artes, com o trabalho da Dr\u00aa Nise da Silveira, como relata Greg\u00f3rio: \u201c[Margarida]Fez curso de Terapia Ocupacional com a Dr\u00aa. Nise da Silveira. Margarida Trindade come\u00e7ou, nos per\u00edodos de festividades, a ensinar dan\u00e7as do teatro aos pacientes do Centro Psiqui\u00e1trico Pedro II, junto com a Dra. Nise da Silveira e com o Dr. S\u00e1 Pires. Posteriormente, tornou-se parte do quadro de funcion\u00e1rios como Terapeuta Ocupacional at\u00e9 a sua aposentadoria.\u201d (GREG\u00d3RIO, 2005, p.100).<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote7\">\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote7anc\" name=\"sdfootnote7sym\">7<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> O Teatro Popular Brasileiro (TPB) foi criado em 1950, por Solano Trindade, sua esposa Margarida Trindade e pelo folclorista Edison Carneiro. Segundo o jornal <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>Correio Paulistano <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\">de 02\/07\/1961: \u201cAl\u00e9m de atividades estritamente teatrais oferecia exibi\u00e7\u00f5es de sambas, dan\u00e7as dram\u00e1ticas e capoeira\u201d. O TPB contribuiu tamb\u00e9m para \u201ca forma\u00e7\u00e3o de jovens artistas, atrav\u00e9s de cursos de interpreta\u00e7\u00e3o, dic\u00e7\u00e3o, dan\u00e7a etc.\u201d <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>Folha da Manh\u00e3<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> (SP) 18\/09\/1958. (Hemeroteca CNFCP\/IPHAN).<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote8\">\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote8anc\" name=\"sdfootnote8sym\">8<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Em seu perfil no <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>Facebook, <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\">dispon\u00edvel em: <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><span style=\"color: #0563c1;\"><u><a href=\"https:\/\/www.Facebook.com\/spiritosolto\/posts\/10206288977355736\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\">https:\/\/www.Facebook.com\/spiritosolto\/posts\/10206288977355736<\/span><\/span><\/a><\/u><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\">. Consulta em 05\/08\/2020.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote9\">\n<p class=\"sdfootnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote9anc\" name=\"sdfootnote9sym\">9<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Devo esse entendimento \u00e0s conversas com o pesquisador Spirito Santo, onde compartilhou comigo um pouco do seu imenso conhecimento sobre o legado cultural da di\u00e1spora africana no Brasil. Conhecimento fundamental para minha ainda incipiente compreens\u00e3o dessa \u201cmodernidade negra\u201d. Para um aprofundamento nas pesquisas que tem desenvolvido, ver SANTO (2016).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">_<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1NwjbuUdgcupN2VTA7dSVtB4tIR87nBGw\/view?usp=sharing\">Baixar <strong>este texto<\/strong><\/a> em pdf<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/13Pq_E1d5nZS_dRrpKzsesI6pEOUukp45\/view?usp=sharing\">Baixar <strong>A PRESEN\u00c7A DA AUS\u00caNCIA DA GOMEIA EM DUQUE DE CAXIAS<\/strong><\/a>, de Adriana Batalha<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/11Yd7wFGIRe2LuqzMMNwkCcxXhcnNvYox\/view?usp=sharing\">Baixar a tese completa <strong>\u201cPandeiro n\u00e3o quer que eu sambe aqui\/ Viola n\u00e3o quer que eu v\u00e1 embora\u201d: entre aus\u00eancias e presen\u00e7as, enredamentos com a vida de Jo\u00e3ozinho da Gomeia em Duque de Caxias,<\/strong><\/a> de Adriana Batalha<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1GJ6WfnRAwWRRWy_iK7o-hdUpFN0VEoXH\/view?usp=sharing\">Baixar o e-book <strong>Jo\u00e3osinho da Gomea<\/strong><\/a>, colet\u00e2nea de textos<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INVENTANDO TERREIROS Lembremos que os terreiros s\u00e3o as sa\u00eddas t\u00e1ticas, a partir da pr\u00e1tica do&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":79,"featured_media":11541,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[121,9],"tags":[660],"class_list":["post-11539","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-download","category-historia","tag-joaozinho-da-gomeia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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